A oportunidade à nossa frente: adotar Israel e Palestina

segunda-feira, 27 junho 2011, 18:40 | Category : Inteligência societal, Política
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Andei estudando. Retomo minha proposta de desenvolvimento de uma diplomacia brasileira para a questão Israel-Palestina, baseada na noção de sociedade em rede. É uma diplomacia não restrita ao que convencionalmente se entende por esse termo (a relação oficial entre governos).

Neste post, o penúltimo  da minissérie, darei um breve panorama do processo de resolução do conflito (nada é eterno!), tratarei dos contornos gerais da proposta de diplomacia em rede e direi como vejo essa oportunidade para o Brasil e por que entendo que é “para o nosso bico”. No próximo e último post, “Garrafas ao Mar”, apresentarei ideias que podem compor essa diplomacia da sociedade em rede e nos posicionar como parceiros de israelenses e palestinos na nova etapa de suas histórias.

Mas antes de entrar na diplomacia: há uma dissonância, não? Como assim, adotar Israel e Palestina? Não são inimigos? Não, amigo, pode faltar pouco para que isso seja coisa do passado. Veja este site de duas ONGs, uma israelense e outra palestina. Pode haver um revertério, mas o presidente Obama não desejará ter tal fiasco ao enfrentar as urnas em 2012. E o tempo corre.

Agora a diplomacia da sociedade em rede. Este é o momento em que tudo é possível, desde a paz definitiva até a explosão de uma terceira intifada e um banho de sangue, que atores como o Irã podem estar torcendo para acontecer…

Depende da somatória de pequenos movimentos, um pra lá, dois pra cá… um passinho da oposição israelense, um passinho da França, um passinho de uma ONG norteamericana, um gesto…

Podemos entrar nesse ballet, e aí vem a proposta. É uma diplomacia não entre os governos (embora possa inclui-los), e sim entre pessoas, pessoas em rede, nas sociedades brasileira, israelense e palestina. E por que não em outras  engajadas no mesmo propósito? Talvez, sem perceber, você já a esteja fazendo: para começar é só convidar um amigo para assistir em casa um filme, por exemplo, “Budrus”. Repare a rede: essa ONG, Just Vision, formada por israelenses e uma brasileira, fez o filme. Assisti e vi no site que há uma estratégia (e até um manual) para sua utilização. Comprei a ideia, pus no meu Facebook, pus neste post. Você leu, comprou o filme, e contaminou mais um amigo com uma nova compreensão da dinâmica desse conflito e da humanidade de seus personagens. Agora vamos multiplicar isso, e haverá a emergência de novos tipos de ações, e palestras, e exibições em escolas, e divulgação na rede de funcionários da multinacional XYZ, de repente o Roberto Carlos que vai pra lá em agosto, e gente se conhecendo, e negócios surgindo… esta é a diplomacia em rede.

E por que da sociedade em rede? Porque em dados momentos esse processo deixa de ser apenas entre indivíduos e passa a envolver instituições: ao ler o jornal (uma instituição)  as pessoas já terão outros filtros; a diretoria de uma instituição pode ser pressionada para assumir outras posições; uma empresa multinacional pode integrar esse debate em seu programa de responsabilidade social, já que tem colaboradores em Israel e em países árabes. Na hora de uma enquete ou de uma eleição, maiorias viram minorias, e minorias viram maiorias.

Ou seja, podemos ter uma diplomacia construída por uma pluralidade de atores individuais e coletivos da sociedade brasileira, em conexão com atores individuais e coletivos das sociedades israelense e palestina. A força de tal diplomacia pode agregar força à diplomacia feita institucionalmente, nos momentos em que elas se articulem.  Não estou inventando, e sim aplicando conceitos que hoje borbulham na chamada ciência das redes e nas novas teorias organizacionais (Clay Shirky, “Institutions and Collaboration”, 2005).

Por que isso é uma oportunidade para o Brasil?

O motivador da proposta é a minha percepção de uma janela de oportunidade para nós, brasileiros, termos um protagonismo diferenciado, compreendendo nossas empresas, governos e Terceiro Setor. Ela se dá no contexto de 3 a 18 meses, neste momento do processo de pacificação entre Israel e Palestina que, embora esteja muito próximo de um final feliz, empaca em impasses e riscos que requerem pressões externas. Várias lideranças da sociedade israelense  têm feito manifestações apelando para a pressão internacional , uma vez que o governo Netanyahu tem se mostrado inapto para finalizar as negociações que levarão à criação do Estado Palestino. A sociedade israelense está cindida. O governo nacionalista vem procrastinando as negociações para o estabelecimento do Estado Palestino, e os palestinos provavelmente recorrerão à Assembléia Geral da ONU, em setembro. Mas 48% da população da população israelense apóia a criação do Estado Palestino antes de setembro. Em abril uma frente de lideranças políticas e intelectuais, incluindo militares de alta patente, lançou, à revelia do governo, a Iniciativa israelense de Paz , ecoando a Iniciativa Árabe de Paz lançada em 2002 e reafirmada em 2007 (o plano saudita).

O fator que vem retardando o desenlace pacífico dessa história de 63 anos de conflitos é a inflexibilidade do governo Netanyahu em relação à suspensão da construção de moradias nos territórios ocupados. Seu comportamento é ostensivo: na véspera da visita do presidente Shimon Peres à Casa Branca, o governo anunciou novo lote de construções , e exatamente em Jerusalém Oriental, um dos pontos mais nevrálgicos nas negociações.

Mas por que nós?

Mas por que nós, brasileiros, que temos tantos problemas domésticos mal resolvidos, podemos achar que temos algo a contribuir naquele lugar tão complicado? Minha resposta a esta pergunta freqüente e fundamental começa por propor um olhar positivo para a questão Israel-Palestina, em vez de encará-la como um grande imbróglio insolúvel.

As oportunidades para o Brasil

Naquela terrinha do tamanho de Sergipe há um espaço de oportunidades a serem cultivadas para gerar benefícios por muitos anos, para nós e para israelenses e palestinos.

  1. Israel, esse pequeno país de 7 milhões de habitantes, com algumas das melhores universidades, hospitais e laboratórios de pesquisa do mundo, nos interessa. Como sugerem os depoimentos no livro “Nação Empreendedora”  (“Startup Nation – The Story of Israel´s Economic Miracle”, de 2009), Israel é o lugar onde toda empresa inovadora deve ter um pé. Mais: por ser pequeno, Israel é também um país aberto ao comércio exterior, e suas empresas têm o DNA da extroversão para todas as formas de parcerias com empresas de fora.
  2. A Palestina, embora pequena e pobre, também nos interessa, por outros motivos: os palestinos adquiriram, pela própria tragédia, um glamour único nos mundos árabe e islâmico , e com isso eles têm o potencial de serem uma ponte para todo esse mercado de 1 bilhão de habitantes. Os palestinos se destacam como o povo mais intelectualizado e mais moderno do mundo árabe (talvez até mesmo como fruto da convivência de 100 anos com um povo europeizado). A diáspora de 7 milhões de palestinos está presente em todos os países árabes, e nela estão os engenheiros, cientistas e médicos mais valorizados. Temos aqui um capital humano de 50.000 palestinos, que têm vasos comunicantes com os que vivem hoje no que será o Estado Palestino. Os empreendedores dessa sociedade de 3,8 milhões que lá vivem estarão ávidos por parcerias que tragam conhecimento e gestão para acelerar o amadurecimento de suas empresas.
  3. As instituições do novo Estado Palestino são um mercado para todas as inovações que temos feito em nossos governos: Programa Saúde da Família, governo eletrônico, voto eletrônico, logística de transportes, Declaração de Imposto de Renda, Bolsa Família etc. Haverá financiamentos mundiais para a construção do novo Estado, cujo caráter democrático é estrategicamente importante para o Ocidente. Esse tratamento preferencial a ser dado ao Estado Palestino propiciará oportunidades de cooperação em que somos bons candidatos para transmitir e aprender com experiências do lado de lá. E pense: quais são os benchmarks de governo em que eles querem se basear? os sírios? talvez os turcos. Certamente não os americanos. Mas por que não os brasileiros?
  4. As necessidades de infraestrutura serão significativas. Vale como exemplo o projeto do corredor que ligará a faixa de Gaza à Cisjordânia e integrará todas as suas principais cidades, com investimento estimado pela Rand Corporation em US$ 33 bilhões em 10 anos. Outras ainda maiores estão no gerenciamento dos recursos hídricos, no sistema educacional etc.

Enfim: há um surto de desenvolvimento econômico pela frente. Mas veja o que diz  a Iniciativa Israelense de Paz (31/3/11), nos seus Princípios de Desenvolvimento Econômico:

“Com base em apoio economico significativo provido pela comunidade internacional, as partes implementarão projetos de cooperação regional em larga escala, para assegurar a estabilização, a viabilidade e a prosperidade da região, e paraobter utilização otimizada dos recursos de energia e de água para o benefício de todas as partes.  Esses projetos melhorarão a infraestrutura de transportes, a agricultura, a indústria e o turismo regional, respondendo assim ao perigo crescente de desemprego na região. No futuro, as partes criarão o Bloco para o Desenvolvimento Econômico do Oriente Médio (convidando a participação de todos os países do Oriente Médio), com vista a conquistar um status especial junto à União Europeia, aos Estados Unidos e à comunidade internacional”.

Mas é para o nosso bico?

Sem dúvida alguma. Mesmo que os brasileiros enquanto sociedade não tenhamos ainda assimilado a plena compreensão do que já somos, os dados que já existem em estudos sobre as multinacionais brasileiras são eloqüentes sobre “o nosso bico”.

Além das óbvias Gerdau, Odebrecht, Natura, Petrobras e Vale, há dezenas de outras que vêm se globalizando através de fusões e aquisições, e que hoje operam mundialmente.

Já que falei de infraestrutura trago um exemplo pertinente que conheço de perto: a Logos Engenharia, comprada e associada à holandesa Arcadis, tem hoje 200 funcionários na construção do porto de Omã. A Logos/|Arcadis não poderá ter 10 vezes mais em soluções de engenharia e logística para a Palestina?

E um exemplo em indústria de bens de consumo: uma empresa como a Natura, afiada na gestão de um exército de 1 milhão de revendedoras, tem o tipo de atividade ideal para gerar empregos femininos para mulheres ainda presas ao lar, como deve ser grande parte das mulheres palestinas.

Empresas como essas que citei, ao lado de muitas outras, são “o nosso bico”, além do espaço enorme para pequenas e medias empresas a serem formadas para produzir na Palestina e exportar e importar tirando proveito da forte presença que temos da língua árabe no Brasil, e também para agregar valor às inovações israelenses com brasileiros que falam hebraico.

O Brasil já tem presença forte e concentrada em regiões como os países africanos de língua portuguesa, mas o potencial que existe para nós no Oriente Médio em círculos concêntricos em torno de Israel-Palestina merece ser bem avaliado, porque talvez seja o de melhores oportunidades.

E então,  o que fazer?

Podemos atuar para mudar, pouco a pouco, as opiniões nas comunidades envolvidas que estão ao nosso lado, que têm conexões lá no teatro do conflito. No próximo post direi o que penso de algumas estratégias que podem atrair o interesse de empresas, governos e do Terceiro Setor, e nas quais possamos praticar a nossa diplomacia em rede, eu e você.

Mas o primeiro passo é compreender o momento.

Revisitando uma década de violência

No ano 2000 o conflito Israel-Palestina poderia ter se encerrado, e esses 11 anos  de violências e sofrimentos teriam sido uma década de paz e prosperidade. O que aconteceu? Foi o último ano do governo Clinton. O líder palestino Yasser Arafat não pôde, ou não quis, aceitar as condições oferecidas por Israel sob a égide dos Estados Unidos em Camp David. E ao final do ano não havia mais tempo, pois foram eleitos Bush nos Estados Unidos e Sharon em Israel. Você que acompanha a mídia sabe o que aconteceu: homens-bomba, invasão de Gaza, caça aos terroristas fazendo vítimas civis, e aos pouquinhos um processo lento de deslegitimação da existência de Israel. Nos Estados Unidos, o governo Bush. Acho que a metáfora do sapo na fervura, no meu post “Gaza, sensemaking e inteligência coletiva”, de 2009″, retrata bem a situação.

Em 2011 estamos num outro momento, com oportunidade semelhante, mas com algumas diferenças essenciais:

  • há mais tempo no calendário eleitoral norteamericano. Clinton promoveu Camp David às vésperas das eleições que perdeu para Bush. Obama está adiantado em 1 ano. Por outro lado, Israel estava com o partido trabalhista, e agora está com a direita nacionalista, que não hesita em chantagear Obama com o voto de 2012. Obama tem na mão a oportunidade mais favorável de encerrar o conflito, mas não pode perder votos à direita. Há cartas na manga: a França entra em cena, com o plano de Genebra requentado mais uma vez. E por que não o Brasil também?
  • pela primeira vez em 100 anos de convivência entre Israel e os árabes, há a disposição dos países árabes em reconhecer Israel, formulada na Iniciativa Árabe de Paz (o plano saudita, apresentado em 2002 e novamente em 2007).
  • há as incertezas das revoluções da Primavera Árabe. Curioso: Netanyahu as viu como ameaças, mas a outra metade da sociedade israelense a viu de forma positiva.
  • a frente formada em 2001 entre os líderes israelenses e palestinos que negociaram o que veio a ser chamado Acordo de Taba, em torno das questões mais sensíveis do conflito: fronteiras, refugiados, Jerusalém. Essa frente construiu a Iniciativa de Genebra, que consolidou esses acordos em 2003, e que continua unida. Os acordos têm hoje o apoio de 56% da população palestina, e de  54% da população israelense. Para apoio a partes do pacote de Genebra, os apoios têm percentuais ainda maiores.
  • A década passada teve a ascensão do Hamas, facção radical que não se dispõe a reconhecer Israel. O Hamas venceu eleições e passou a governar a faixa de Gaza. A popularidade do Hamas está em declínio.
  • A resistência palestina contra o ocupante israelense (mas com apoio de setores israelenses anti-ocupação) vem ensaiando e tendo sucesso com a estratégia de resistência não-violenta (“Waiting for Gandhi” – Nicholas Kristof no New York Times, 10 july 2010). Ainda nesta semana tivemos a notícia de uma vitória da aldeia de Bil´in que forçou o Exército israelense a mudar de planos. O filme Budrus é eloquente sobre isso.
  • setores da sociedade israelense têm apoiado essas formas de resistência, dessa forma facilitando aproximações pontuais entre israelenses e palestinos. A cinematografia israelense é abundante em produções que ilustram isso (“Lemon Tree”, “Valsando com Bashir”, “Promessas de um novo mundo”, o já citado “Budrus” e muitos outros).

Não é mais correto considerar que ser pró-palestino é ser anti-israelense, ou vice versa. Aliás, criou-se um forte lobby judaico nos Estados Unidos, que destaca a ruptura dessa ideia superada: é pró-israelense, pró-palestino. E esse lobby é assumidamente sionista, em eco com grande parcela da sociedade israelense.

 

Bem, vamos falar de coisas práticas no próximo post.

Leia os posts anteriores desta minissérie:

  1. “Uma nova diplomacia, para e com a Sociedade em Rede”.
  2. “Oriente Médio, um contexto de novas possibilidades”
  3. “Diálogo sobre o capital intelectual que temos para dar e vender”.
  4. “Empreendedorismo e sua ancestralidade”

 

14 Comments for “A oportunidade à nossa frente: adotar Israel e Palestina”

  1. 1Flavio

    Muito bom o post Sergio. Veja no link do Estadão uma iniciativa interessante que deveria ter o apoio maciço das duas comunidades.

    http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/de-ny-a-sp-judeus-e-arabes-no-brasil-e-a-corrida-da-amizade/

  2. 2Eugênia

    Sergio, admiro sua ousadia e intuição. creio sim que não há nenhum caminho a não ser o da aceitação mutua. Contudo,não vejo reconhecimento politico e humano vir a acontecer num prazo razoavelmente curto.
    E mais ainda, individuos -palestinos, judeus, brasileiros – são “maria vai com as outras”. Poucos dão a cara para bater e ousam propagar novas ideias -por mais sabias e boas que sejam.
    Aguardam instituições, governos etc darem o OK…. Rede social talvez seja a única alternativa de pentração sem “censura”. Parabéns.

  3. 3Tião Rocha

    Parabéns Sérgio pela iniciativa e pela diplomacia em rede.
    Se todos os seus argumentos não justificassem a Paz entre Israel e Palestina, poderia usar outro, brasileiro. Nós somos o povo guardião da paz e da alegria do Mundo, disse-me certo dia Joãozinho Trinta. Um abraço.

  4. 4Paulo Schenberg

    Sérgio, esta é uma grande idéia, parabéns e sucesso

  5. 5Mauro Nadvorny

    Gostei da proposta e acho plenamente possível. De minha parte criei um movimento na forma de página no Facebook que se resume a “Negociem Agora”, ou renunciem. Diferente um pouco da tua proposta, ela deseja a inclusão de pessoas de todo o mundo que já cansaram desta conflito sem fim.
    Acho que infelizmente a diplomacia brasileira é muito pobre de ações, e resta a nós como indivíduos ter mais ação nos acontecimentos. De uma certa forma isso já vem acontecendo com a ONG Avaaz que procura direcionar estas ações individuais para um coletivo que agrega mais poder de influência.

  6. 6Hélio Sassen Paz

    Sérgio,

    Teu projeto me interessa muito – principalmente porque pretendo analisar diversas formas de ativismo e de engajamento social em rede como projeto de tese de doutorado. Sou publicitário pela UFRGS, mestre em Ciências da Comunicação pela UNISINOS e professor da graduação em Comunicação Digital, da especialização em Design Gráfico e já tive aprovado um projeto pedagógico para uma especialização que deverá ser oferecida em 2012.

    Minha dissertação de mestrado foi sobre a sociabilidade online e offline entre blogueiros de esquerda durante as eleições para prefeito de Porto Alegre em 2008. Percebo que há bastante proselitismo, falta de assertividade como forma de inserção no seio da sociedade e uma preocupação maior com denúncias de crimes e com a crítica das práticas da mídia corporativa do que propriamente agir e propor.

    Tenho também participado de reuniões da Coolmeia, um grupo de praticantes de permacultura, economia solidária e uma série de ações que envolvem o bem comum sem nenhum vínculo com ONGs, sindicatos ou partidos (muito pelo contrário – querem distância dessas instituições).

    Na Unisinos, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, iniciamos um projeto para o qual faltam parceiros técnicos e investimento financeiro, que é o http://portoalegre.cc .

    Particularmente, tem-me atraído muita atenção os fenômenos emergentes que tem eclodido pelo mundo inteiro em 2011 (Tunísia, Egito, Síria, Espanha, Reino Unido…).

    Tenho acompanhado também projetos de crowdfunding como o http://catarse.me e lido muitas referências: Clay Shirky, Aaker/Smith, Saskia Sassen, Rachel Botsman/Roo Rogers, Kanter/Fine, Steven Johnson, Barabási e Negri/Hardt.

    Por favor, seria um prazer poder trocar ideias contigo e também com este grupo de estudos.

    []‘s,
    Hélio

  7. 7Sérgio Storch

    Caro Hélio
    Agradeço muito seu comentário. Com certeza estamos na mesma tribo, com uma geração de diferença… Mas gosto de dizer que hoje sou mais amigo dos filhos dos meus amigos e dos amigos dos meus filhos do que dos meus amigos diretos. Vamos ficar ligados. Vou procurá-lo também no Facebook, onde podemos ter maior interatividade. Conheça também a coluna “Outro Israel é Possível”, que iniciei no jornal digital Outras Palavras. Você falou da Coolmeia: conheci o Raphael Reinehr em Curitiba em maio. Deve ser nosso amigo comum. Falou também de Saskia Sassen. Coincidência: veja meu facebook o comment sobre comento “Protesto global”, do Marco Aurélio Nogueira, que por sua vez comenta o artigo dela “A globalização do protesto” no Estadão de hoje, que estou lendo neste instante.
    Um grande abraço
    Sérgio

  8. 8Sérgio Storch

    Oi Renata, você pode colocá-la em contato comigo para conversarmos: sergiostorch@gmail.com.
    Você assistiu minhas aulas onde?
    Um abraço

  9. 9Maila

    Shalom

    Espero que esteja bem meu amigo!

    Nos proximos dias vai acontecer um Estudo Academico em Harvard Kennedy School, em que será abordado a questao Palestina-Israel.Eu sei que “alguns “seguimentos israelenses se posicionam contrarios ao debate academico, mas recebi um email da universiddade que procurou me esclarecer a proposta.Gostaria de saber um pouco mais suas considerações.

    Abraço

  10. 10Sérgio Storch

    Olá Maila, pode me informar mais sobre esse estudo na Kennedy School? Teria imenso prazer em dizer minha visão. Ela já está expressa nos posts que escrevi, mas poderei atualizá-la. Não tenho nada contra o debate acadêmico. Aliás, ele existe dentro de Israel.
    Sobre a questão específica do debate acadêmico: você talvez saiba que há árabes partidários da solução “one-state” que pesquisam e lecionam em universidades israelenses. Essa liberdade de expressão está sendo visada por setores de extrema direita que fazem parte da coalizão que governa Israel, mas felizmente a democracia que Israel oferece, ao menos para os judeus, continua sendo uma válvula de oxigenação do debate político e uma esperança para a paz que desejamos.

    Um abraço

  11. 11Thiago Almeida

    Sérgio,

    Li pelo Boletim outras palavras as propostas e o movimento de reconhecimento dos Estados de Israel e Palestina. Estou bastante interessado neste assunto e no seu blog pude comprovar as movimentações das pessoas em rede para difundir a ideia de cooperação e reconhecimento. Sou advogado e mestrando em Direito Internacional. Gostaria de contribuir de alguma forma no entendimento e difusão desses fatos. Parabéns pela iniciativa no qual passo a apoiar com grande prazer.

  12. 12Elizabeth

    Mudar as opiniões entre a Palestina-Israel e outras comunidades envolvidas precisam de novas estratégias que tenham interesse de empresas, governos e das rede socias.
    Essas possíveis interações serão possíveis a médio-longo prazo, creio eu.
    Mas se não começarmos a divulgar e discutir a ideia nada mudará.
    Shabat Shalom.

  13. 13Sérgio Storch

    Oi Elizabeth, só li agora o teu comentário. Obrigado!

  14. 14Sérgio Storch

    Caro Thiago, demorei a responder, por que estava em meio a uma mutação, que resulta no post que publiquei ontem, com meus sonhos para 2014. Seja bem vindo a ler e comentar, para estarmos próximos neste ano. Um abraço

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