Aos bibliotecários, com carinho
Momentos sempre sofridos quando é preciso dar um jeito na falta de espaço doméstico: que livros ficam? que livros vão? Caiu em minhas mãos um livro que gostei muito 20 anos atrás, quando começava meu interesse por bibliotecas. Tem até valor afetivo, pois minha relação com bibliotecários, e principalmente bibliotecárias, se aprofundou muito nesse tempo. “Ordenar para Desordenar – Centros de Cultura e Bibliotecas Públicas” (Luiz Milanesi, 1986).
Decidi que este fica, e ficará ao lado de “A Nova Desordem Digital” (David Weinberger, 2007). Por três motivos: o primeiro é o binômio ordem-desordem (tensão permanente do yin-yang que todos enfrentamos um pouco mais ou um pouco menos, mas que define a existência do bibliotecário); o segundo é que o Weinberger dedicou expressamente seu livro aos bibliotecários (se você é bibliotecário, leia, ele vira o seu mundo de cabeça para baixo, abrindo novos espaços de crescimento). O terceiro é que ambos os livros têm uma visão crítica e humanista do fazer bibliotecário, o que contrasta com a visão solitária e periférica que muitas vezes acaba se apossando do ser bibliotecário.
Fiquei tentado a fazer reflexões sobre o que será dessa profissão, precursora de tantas práticas imprescindíveis para a gestão de conteúdo e do conhecimento. A realização, nesses 20 anos, da profecia marxista de “tudo que é sólido desmancha no ar”, não poderia deixar de causar estragos também sobre a identidade desse grupo profissional, e abrir caminho para o surgimento de algo que ainda não sabemos o que virá a ser.
Vamos a uma antropologia dos bibliotecários?
Perda de identidade: “biblio”tecários lidam a cada dia menos com “biblio”. O livro é apenas uma entre as mídias que se multiplicam rapidamente. Na Web ontem foi o blog, hoje o Twitter. Mas na biblioteca pública a “biblio” também cede há muito tempo para a gibiteca, e nas organizações a “biblio” se expande para a hemeroteca, a videoteca, a midiateca, a mapoteca, a blogosfera da empresa, seus wikis, seu acervo de powerpoints, em todas as áreas densas em conhecimento: marketing, TI, P&D, compras etc.
Então por que manter a persona de “biblio”tecário? O “biblio” do nome perde o sentido à medida que se expande o papel do profissional frente à diversidade de conteúdos que as novas gerações consomem nos seus processos de aprendizagem e de trabalho.
Será que este nome, tão preso a um objeto físico, o livro, não impede a ave de voar? Afinal, na organização, a expectativa das pessoas em relação ao “biblio”tecário é que ele cuide dos livros, e demandas latentes relacionadas ao tratamento mais amplo de informações acabam não acontecendo.
Por outro lado, a adoção do título “ciência da informaçao” nas universidades não significa que o profissional desenvolvido seja um “cientista da informação”, como ocorre na diplomação em algumas escolas. “Ãhã, cientista da informação? Sinto muito, não temos vagas”. A falta de um nome apropriado cria um vácuo identitário.
Por outro lado, competências essenciais para a organização da informação, como a de modelagem de dados, são ainda desconhecidas desses profissionais. O mesmo pode-se dizer de conceitos mais avançados de categorização dos objetos, como a classificação facetada (não tão nova, pois Ranganathan a introduziu há um século). Nos bons sites de comércio eletrônico (vide WebMotors) esses conceitos fazem toda a diferença, mas na organização da informação nas organizações e na sociedade eles ainda são pouco utilizados.
A profissão se bifurca. Nas bibliotecas públicas e escolares, e nas milhares de salas de leitura, pontos de cultura e outros nodos de acesso popular ao conhecimento, o “biblio”tecário necessário pode não ser aquele saído das escolas especializadas em “biblio”, e sim aquele com formação humanista e universal, capaz de sentir as necessidades de sua comunidade e oferecer, até nas situações mais simples, o livro certo no momento certo (“me dê um livro para a idade de 9 anos que trate de forma humanista da questão da prostituição”; sei lá se existe, mas deveria existir e, se não existe, é preciso construir processos com feedback que gerem encomenda para os autores).
O ítem acima traz uma demanda para o profissional sucessor do “biblio”tecário: que se incorpore coletivamente aos processos societais que pautam a produção literária. Ou seja, todo o ciclo de concepção, produção e circulação de um bem precioso para a construção do conhecimento.
A perda de identidade tem esse lado das oportunidades de incorporação de novas competências para o exercício de novos papéis. Em cada lugar, há o momento do salto quântico em que a crisálida pode se tornar borboleta, numa nova espécie com novo DNA: não mais para lidar apenas com bibliotecas nem com objetos físicos, e sim com seus conteúdos, quaisquer tipos de conteúdo físico ou virtual. Um mundo bem mais divertido: surgem padrões que nossas crianças já nascem conhecendo, como o de áudio em MP3. Aliás, nada melhor que o MP3 para a educação em competências informacionais básicas (título, autor, gênero, álbum…). Ou seja, os padrões bibliográficos tendem a se incorporar ao dia a dia das pessoas no seu consumo de bens culturais, e deixam de ser parte da linguagem hermética que tornava a profissão uma tribo.
A transição para uma nova identidade é complexa. Em meio a todas as oportunidades que exigem que se enxergue o novo, há um lado jurássico, como ocorre em qualquer atividade humana. O novo precisa conviver com o velho pacificamente, mas é preciso estar preparado para a possibilidade de que, em algum momento, haja a faísca da “destruição criativa” de Schumpeter. Em apenas um ano (2003) a indústria fonográfica perdeu 1/3 do seu faturamento em nível mundial. O impacto das mudanças sobre as expectativas do mercado de trabalho do bibliotecário não irá esperar que ele esteja preparado.
Nesse tempo acelerado que vivemos, levará pouco tempo para que os clientes das bibliotecas exijam o que já oferece a Ann Arbor Digital Library, por exemplo, que abre seus registros para permitir a colaboração dos seus próprios usuários no processo de indexação. Bibliotecas abertas, sem caixa preta de procedimentos esotéricos e enrijecidos à base de CDUs e CDDs.
Escolas de Ciência da Informação, que responsabilidade! Serem parteiras da nova borboleta, e oferecerem capacitação para as novas competências, pois o mundo do trabalho tem horror ao vácuo. Esse espaço será ocupado por profissionais que entendam a estrutura da informação, a diversidade de estilos cognitivos dos usuários, os processos de negócios aos quais a informação deve atender. Não haverá necessidade de carteirinha nem de registro profissional, haja vista o que a realidade do mercado já fez com a profissão de jornalistas. Haverá sim carência dessas competências. Oportunidade de ouro para as instituições com visão de futuro.
Conselhos e Associações profissionais: as energias desse sistema vivo que é uma categoria profissional têm o desafio de projetarem modelos criativos em que um punhado de profissionais da nova espécie possam capacitar e gerenciar centenas ou milhares de leigos (por que não professores, assistentes sociais, voluntários etc.?) para que sejam facilitadores de leitura, pesquisa e aprendizagem com base no livro e em outros tipos de conteúdo.
E há, dentro das organizações, nas áreas criativas como marketing, pesquisa e desenvolvimento e estratégia (e será que alguma área nas organizações escapará do destino de ter que se tornar criativa?), o desafio de criar a cultura da busca, uso e agregação de valor à informação.
As oportunidades estão aí, e demandam profissionais com visão sistêmica, que compreendam processos e saibam gerenciar projetos de informação.
Temos grandes cabeças em ilhas de competência no país (UFSC, UFMG, UNESP, IBICT etc.), e que poderiam contribuir para a formação profissional nos lugares de maior demanda, especialmente em São Paulo, a capital brasileira dos serviços que podem diferenciar o país na competitividade global. Nesses lugares, onde há enorme carência dessas competências (há bibliotecários desempregados?), é preciso encontrar modelos, presenciais ou virtuais, para utilizar esse capital intelectual que está disponível.
Ou seja, uma alternativa virtuosa ao círculo vicioso da guerra de preços das IES privadas: fazer a roda girar ao contrário, importando para cá as melhores competências, criando currículos de Primeiro Mundo, atraindo para a profissão os melhores candidatos, e se posicionando como parceiro para os RHs das organizações que buscam a excelência nos seus processos. Penso eu que, se não for por aí, a janela de oportunidade para os profissionais da informação – a nova borboleta – pode se fechar rapidamente.
Uma fofoca sobre o olho nas oportunidades contraposto à miopia de marketing: soube ontem, conversando com uma pessoa de Belém, que as maiores redes hoteleiras do mundo estão comprando terrenos agressivamente nessa cidade, com o olho na Copa de 2014. Para os reitores de nossas universidades que estão com o olho na criação do conhecimento que nos fará competitivos globalmente: pode ser hora de criar unidades de Ciência da Informação com padrão de excelência global. Especialmente nas capitais de serviços.
Republiquei numa página um artigo recente dos amigos Levi Bucalem e Vera Stefanov, que a Folha publicou no Dia do Bibliotecário. Não pude resistir a fazer algumas críticas. Veja lá com minhas observações.
Num outro dia, falarei de mim bibliotecário em outras encarnações…

1Valéria Valls
wrote on 23 abril 2009 at 23:56
Sérgio, muito prazer! A sua “bibliotecária preferida” me indicou o texto e achei hiper oportuno. Já que estamos no campo das metáforas, classifico os bibliotecários como possuidores da “síndrome de patinho feio”! Mas do que nunca está na hora de encontrar nossa praia (e nossos irmãos cisnes) e parar de reclamar da falta de reconhecimento. O que gera o reconhecimento é o bom trabalho e temos exemplos de sobra no mercado. Sob o ponto de vista das escolas a encrenca é grande, mas vamos a luta! Foi um prazer!
2Sérgio Storch
wrote on 24 abril 2009 at 8:50
Oi Valéria, grato pelo comentário. Vamos bater um papo pessoalmente? Acho que as oportunidades para os líderes e educadores nessa área são muito amplas, mas é preciso pensar e agir em rede: o olhar dentro de uma instituição acaba sendo estreitado pelas dificuldades específicas de “sensemaking” interno a uma hierarquia, que já sabemos ser uma estrutura que funciona para fazer as coisas funcionarem, mas não é a estrutura ideal para gerar inovação e criar conhecimento. Eu complementaria as suas palavras, focadas no bom trabalho individual, numa visão coletiva: esse bom trabalho individual depende de melhores currículos, conhecimento de ponta e aprendizagem continuada em rede.
3Marcia
wrote on 26 abril 2009 at 1:52
Sérgio,
Você me estimulou com um texto excelente, pois sabe das minhas reflexões (pra não dizer reclamações) e acabei escrevendo um post no meu blog http://marciamatos.wordpress.com/. Acho que teremos um bom assunto semana que vem. Abraços!
4Paula Carina de Araújo
wrote on 26 abril 2009 at 20:05
Olá Sérgio, sou bibliotecária e quero agradecer pelo seu reconhecimento à profissão. Fico muito feliz quando vejo que a biblioteconomia é vista dessa forma por pessoas como você. Acredito que os bilbiotecários precisam demonstrar o seu potencial para serem reconhecidos e concordo quando você diz que a diferenciação de um currículo é fator fundamental para trazer a profissão ao mercado e mostrar as habilidades desse profissional. Cursei a graduação na UDESC, que tem um currículo diferenciado e voltado para a formação desse novo profissional da informação, mas ainda não é o ideal. O currículo da UDESC tem um grande diferencial com relação às outras universidade e ouço entre meus colegas que se graduaram em outras instituições falarem isso. Cabe ao profissional cobrar que as universidades colaborem para formar profissionais que o mercado espera sem perder a identidade da profissão.
5Kátia Maria Costa
wrote on 27 abril 2009 at 9:44
Sergio, é bom saber que outras pessoas respeitam o bibliotecário como um profissional necessário à sociedade.
Acabei de me formar na UDESC, entrei no mercado de trabalho e ja pecebo as dificuldades de atuar e ser reconhecido.
Concordo em tudo que escreveu.
As novas tecnologias estão disponíveis, mas a tanto no Brasil a se fazer, relacionado a leitura e ao livro (fisico ou virtual),
Lendo Retratos da Leitura no Brasil, se constata o quanto somos necessarios para o desenvolvimento da educação neste enorme país, só precisamos ser reconhecidos tambem pelos setores da educação, professores que ainda tem o bibliotecario como um concorrente e nao como um aliado.
Mas isso vai mudar, e quero com certeza ajudar nesta empreitada.
Abraços
6Ana Neves
wrote on 28 abril 2009 at 18:07
Sérgio,
Que texto tão interessante e bem escrito. Parabéns!
Pegando no texto da Márcia escrevi um pequeno texto no KMOL relacionando as vossas ideias e avançando com mais algumas questões.
7Aracy Machado de Campos
wrote on 30 abril 2009 at 23:03
ForLibraryLovers
Você, Nós e as bibliotecas HOJE.
Como em outros países industrializados, “ler” na Alemanha, significa cada vez mais “ler no monitor”, mas a maioria não abriria mão do livro impresso.
“*…Em São Paulo, os grandes centros de convivência são os shoppings. Em Bogotá, os shoppings não conseguem tirar público das bibliotecas. O espaço público em Bogotá é precário. As bibliotecas foram pensadas como espaço público comunitário. A arquitetura não é apenas para ler, é para se encontrar. É diferente das bibliotecas americanas. Não são de portas fechadas. Elas são cercadas por espaços culturais, com que dialogam…”
No Brasil, bibliotecas públicas são mais usadas para trabalhos escolares. Como transformá-las em centros culturais? Quando há espaços públicos bons, as pessoas sabem aproveitar. O Centro Cultural São Paulo está sempre cheio.
A monumental nova biblioteca de Pequim (2008), foi preparada para receber 12 milhões de livros, mas atualmente tem 600 mil. Os primeiros andares da biblioteca destinam-se à tradicional coleção Si Ku Quan Shu, que representa o passado da China. Em seguida encontra-se um amplo espaço para o acervo contemporâneo. Logo acima, uma aposta no futuro por meio da Biblioteca Digital. Uma junção premeditada de passado, presente e futuro.
Se há uma boa idéia que vem ganhando espaço na Internet é a nova forma de relacionamento com os livros e as demais mídias que ganham espaço e importância dos leitores ao redor do mundo.
- A biblioteca em si não é obsoleta, é só mudar;
- Pesquisas mostram que bibliotecas atraem mais pelos computadores disponíveis do que pelo acervo;
- Bibliotecas físicas podem adaptar-se a mudança cultural:
- Maximizando a natureza social e interativa do espaço físico das bibliotecas;
- Oferecendo novas possibilidades para servir os seus clientes em novas formas e direções;
- Organizando-se de acordo com parâmetros estabelecidos pelos usuários com o objetivo de compartilhar opiniões;
- Cruzando oceanos e relacionando-se com o mundo. A idéia é que seja livre, viaje;
- Aprendendo, conhecendo e executando pesquisas na mídia digital;
- Conhecendo e tirando partido dos diversos serviços e projetos existentes na cadeia de valor como um todo. Abordagens inovadoras em atividades de desenolvimento de serviços.
- E o estilo de vida muda, forjado pelos novos meios e comunicação eletrônica;
- Mas agora, como um wiki-site, tendo como objetivo potencializar a sabedoria das multidões para criar e elevar a taxa de publicação. O melhor conteúdo das comunidades;
- Iserindo e mostrando seus livros, textos, vídeos, podcasts, pensamentos….Pessoas interessantes, etiquetas…
- Surge uma nova geração, a “Y” formada por jovens de 18 a 30 anos aficionados por tecnologia…E muito mais!
(*Bibliotecas dão nova fama a Bogotá. Folha de São Paulo)
8Flammarion Cysneiros
wrote on 2 maio 2009 at 23:10
Prezado Sérgio,
Ótimo texto acerca de nós bibliotecários “cientistas da informação”. A terminologia Gestão da Informação e do Conhecimento tem sido bastante difundida por tantas outras áreas do conhecimento, Administração, Sistemas da informação, TI, etc. Quando nós Bibliotecários passávamos apenas como coadjuvantes desta revolucão da informação.
Sinto-me co-autor deste seu texto apesar de não ter escrito, porém trago no meu DNA profissional estes conceitos.
Seus “posts artigos” estarão linkados no meu blogroll.
PS: Estamos atenados no projeto PEIEX do IEL, em breve novas informações.
Abraços,
Flammarion Cysneiros
Bibliotecário de formação e Cientista da Informação de Profissão.
9Aracy Machado de Campos
wrote on 5 maio 2009 at 23:53
Sergio,
Depois de ler seu artigo tão interessante, real e atual sobre os bibliotecários e as bibliotecas onde você diz sobre “Ficar tentado a fazer reflexões sobre o que será dessa profissão, precursora de tantas práticas imprescindíveis para a gestão de conteúdo e do conhecimento”… “oportunidades de incorporação de novas competências para o exercício de novos papéis”…”é preciso encontrar modelos, presenciais ou virtuais, para utilizar esse capital intelectual que está disponível”, entre outras.
Veja a solução “diferenciada” que o Governo do Estado de SP nos oferece:
São Paulo vai usar prova para selecionar temporários
AE – Agência Estado 05 de maio de 2009 Vida& A18 (online)
SÃO PAULO – Apesar da polêmica provocada no início deste ano letivo, o governo do Estado de São Paulo decidiu adotar a aplicação de uma prova anual para selecionar professores temporários como política da Secretaria Estadual da Educação.
Quem não conseguir pontuação considerada suficiente não poderá dar aulas, mas será mantido na rede numa jornada de trabalho menor, ficando responsável, por exemplo, por trabalhar em bibliotecas, infocentros ou programas de interação com pais de alunos. A medida valerá para 2010 e será anunciada hoje pelo governo.
A criação dessa jornada diferenciada para os professores que não tiverem desempenho satisfatório no exame foi a solução encontrada pelo governo para conseguir selecionar docentes pelos seus conhecimentos sem esbarrar em questionamentos judiciais. A primeira tentativa da rede nesse sentido, a prova aplicada em dezembro do ano passado pela então secretária Maria Helena Guimarães de Castro, foi anulada pela Justiça duas vezes no início do ano, em resposta a ação civil pública movida pelo sindicato da categoria (Apeoesp).
O argumento principal contra a prova foi que, por causa da Lei 1.010/07, que criou a São Paulo Previdência (SPPREV), entidade gestora dos benefícios previdenciários dos servidores públicos, todos os temporários que estavam na rede até 2006 são considerados efetivos por contribuírem para o sistema previdenciário do Estado. Esse entendimento não é um consenso, sendo uma interpretação da lei, defendida pela Apeoesp e corroborada pela juíza que recebeu a ação. No entanto, no início de abril, um parecer do Ministério Público defendeu outro entendimento da lei , validando a aplicação da prova. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
10Claudio Estevam Próspero
wrote on 24 maio 2009 at 22:52
Sérgio, Ana Neves, Aracy e demais participantes destes comentários.
Parabéns pelas colocações. Como um aficcionado dos livros desde tenra idade, mas nem por isso, alérgico às novas mídias, fiquei entusiasmado com as possibilidades abertas pela incorporação das competências dos bibliotecários às necessidades da Geração e Compartilhamento do Conhecimento para o sucesso nos tempos que correm.
Parte do reconhecimento da importância da Educação como formação maior que treinamento, pode ser vista na reportagem “Todo poder para a classe média”, na revista CEO Exame, de Abril de 2009 (Um novo Capitalismo?).
Percebi que a evolução do assunto esta distribuída em vários blogs e sites. Que tal abrirmos um fórum na SBGC, talvez com o título “Biblioteconomia => Ciência da Informação”, ou outro que julgarem mais apropriado, para facilitarmos a troca e reastreamento de informações entre os interessados pelo assunto?
Acrescento que o modelo da biblioteca foi meu foco para transferência de aprendizagem para solução de um problema de gestão de metadados em um sistema que desenvolvemos para
uma instituição financeira. E foi muito útil para apontar o caminho para um bando de analistas de sistemas..
11Lígia Pamplona
wrote on 9 setembro 2009 at 15:39
Olá a todos! Sérgio, eu já havia lido este seu artigo logo quando foi publicado e encaminhei à comunidade de cientistas da informação da USP de Ribeirão Preto, da qual eu faço parte. Hoje, que estou em reta final da graduação, TCC a mil, me peguei pensando na questão colocada e vim aqui reler seu texto. É de fato muito difícil ser um “cientista da informação”, nós enxergamos o mercado, porém ele não nos enxerga ainda.. difícil! E sobre nos tornarmos excelência em conhecimento, me decepciona estar formando na USP e ainda ter uma grade curricular tão mesosóica que faz jus a esse status de bibliotecário engessado que não evolui. Com certeza, depende muito de nosso trabalho e de buscar que nos enxerguem, contudo é sempre uma esperança saber que há pessoas como você e as demais que já participaram aqui, que sabem que ainda nem começamos.. Um grande abraço!