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	<title>Vou vivendo... &#187; Inteligência societal</title>
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	<description>Gestão do conhecimento dá samba...</description>
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		<title>Tirando R$ 1,00 da carteira</title>
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		<comments>http://sergiostorch.com/tirando-r-1-da-carteira/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 00:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inteligência Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência societal]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Web e ferramentas sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[O individualismo míope dos que tentam resolvem seus problemas sozinhos, sem buscar soluções coletivas. Por que saírem 4 carros da garagem para levar as crianças para a mesma escola, nos mesmos 5 minutos? E o equivalente nas empresas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>___________________________</p>
<p>Fui instigado, e já não é a primeira vez, pelo blog do Rodolfo &#8211; <a title="Blog do Rodolfo" href="  http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2010/03/50-dicas-bemintencionadas-para-uma-monstruosa-cagada.html   " target="_blank">&#8220;Não posso evitar&#8221;</a>. Ele critica de forma contundente uma <a title="50 ações contra o aquecimento global" href="http://site.noticiaproibida.org/50-acoes-contra-o-aquecimento-global.html" target="_blank">prescrição de 50 ações contra o aquecimento global, </a>cujo autor qualifica como sendo simples e que todos nós podemos  ajudar.</p>
<p>Eu às vezes brigo mentalmente  com o Rodolfo, e às vezes levo a briga para nossos blogs. Pode ser que as maneiras não sejam essas 50, mas que há 50 ações em que todos podemos ajudar, e que possam inverter o rumo de muitas coisas em áreas chave como saúde, educação, transporte, segurança, crédito etc., não tenho dúvida de que há.  E resolvi disparar essa, baseada na minha realidade imediata.</p>
<p>Em casa temos um ritual interessante, que a cibernética me levou a criar: tiro 1 Real da carteira para o cofrinho de minha filha, sempre que falo um palavrão. No fim do mês dá pra ela comprar mais uma revistinha,  pois a mesada não é lá essas coisas. E para mim foi a saída para ela me reconhecer o direito de dar vazão a uma indignação de profeta do Velho Testamento quando perdia as estribeiras. Ora, por que não? Até Jesus um dia se descontrolou e expulsou os vendilhões  do templo. E será que não rolou um palavraozinho que os evangelistas depois censuraram?</p>
<p>Funciona. Afinal minha filhota sai ganhando. E eu também. Ganha-ganha ensinado desde o berço.</p>
<p>Bem, vivo falando em QI coletivo: como um conjunto de pessoas individuamente inteligentes pode ter comportamentos coletivos estúpidos. Nada mais fácil para constatar isso do que uma reunião de doutores numa universidade que decide não decidir, ou de gênios numa agência de publicidade, cada um abrigado em seu ego enorme e se recusando a abrir mão de posições que possam levar a soluções mais rápidas e mais generosas.</p>
<p>Vamos ao assunto. A escola de minha filha vive ensinando (ou achando que está ensinando) o blábláblá politicamente correto da proteção do meio ambiente, lixo reciclável etc. Fingem que ensinam, as crianças fingem que aprendem, os pais ficam orgulhosos ao verem os trabalhos da garotada na Feira de Ciências. Nas escolas das redondezas é tudo igualzinho.  E eu, ao observar os carrões que chegam para deixar os filhos na escola ocupando cada um quase 10 metros quadrados de rua, e de vez em quando até apertando aquela buzina em que um sozinho consegue infernizar a vida de todos em redor, fico imaginando o quanto essas escolas estão se autoenganando ou enganando às próprias crianças, o que é muito pior.</p>
<p>Num dia da semana passada, casualmente, observei uma coisa que me levou a pensar na moedinha de 1 Real. 4 carros saindo da garagem no intervalo de 5 minutos, cada um com um pai ou mãe a levar seu pimpolho para a escola. Nos mesmos 5 minutos,  do mesmo lugar, para a mesma escola.</p>
<p>Veja: <strong>SÃO </strong>pessoas bacanas, sorridentes, afáveis, boa gente mesmo, a gente conversa no elevador. Nada contra, individualmente.</p>
<p>Mas ao ver o quarto carro saindo da garagem, tirei a moeda de 1 Real da carteira, e pronunciei um  VÁ PA&#8230; você já adivinhou o resto da frase&#8230;</p>
<p>&#8220;Filhota, toma mais essa moedinha. Você sabe o que é o direito à indignação?&#8221;</p>
<p>Meus leitores, meus clientes no mundo corporativo bem educado:  perdoem meu descontrole. Mas pensem aí com seus botões: será que no prédio de sua  empresa com 5000 funcionários, aí na Berrini superlotada, não tem um bocado de <strong>gente que vem, cada um com o seu carro, do mesmo quarteirão, nos mesmos 15 minutos?</strong></p>
<p>Que tal agregar ao programa de <strong>sustentabilidade </strong>da sua empresa uma ação afirmativa que estimule a carona solidária? É o tipo da coisa que, deixada a cada um, não rola. Mas, com um esforçozinho corporativo que use as suas ferramentas Web 2.0, Sharepoint, Notes, Twitter etc,  para fazer os caronistas aparecerem e ficarem bem na foto, será que não dá para, de repente, mudar essa microsociologia do individualismo indiferente ao resto do mundo&#8230; E de repente isso muda o comportamento de algum vizinho meu que trabalha na sua empresa.</p>
<p>Você imaginou se todas as empresas com programas de sustentabilidade fizessem isso? Imaginou as conseqüências agregadas sobre a parte dos automóveis no PIB? Imaginou um gráfico daqui a 1-2 anos mostrando a queda nas compras de automóveis por parte dos funcionários, comparada com a mesma KPI (indicador chave de desempenho, para os não habituados com o corporatês) de outras empresas que esposam os mesmos princípios?</p>
<p>Porque poucas pessoas param para lembrar que o aumento no tempo que passam no trânsito é diretamente relacionado com o carrão novo que comprou mês passado, somado a todos os carrões comprados por outros consumidores felizes como você.</p>
<p>Daí porque os programas de sustentabilidade das empresas poderiam dar uma estudadazinha nos conceitos de <a title="Felicidade Interna Bruta" href="http://felicidadeinternabruta.blogspot.com/" target="_blank">Felicidade Interna Bruta &#8211; FIB, q</a>ue começam a colocar em cheque o PIB. Para que precisamos de um PIB que aumente com a fumaça, as buzinas e o tempo no trânsito?</p>
<p>Está nas suas mãos, empresário. Vamos bater um papo sobre isso? Que tal <strong>bolar alguns processos </strong>para essas coisas acontecerem?</p>
<p>Aproveite e leia no fim de semana sobre o <a title="Balanço do uso do tempo" href="http://www.grossnationalhappiness.com/screeningTools/projectTools/16%20Time%20Use%20and%20Balance.pdf" target="_blank">balanço do uso do tempo.</a></p>
<p><a title="Balanço do uso do tempo" rel="nofollow" href="http://www.grossnationalhappiness.com/screeningTools/projectTools/16%20Time%20Use%20and%20Balance.pdf" target="_blank"><br />
</a></p>
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		<title>Uso múltiplo da água e do conteúdo</title>
		<link>http://sergiostorch.com/uso-multiplo-da-agua-e-do-conteudo/</link>
		<comments>http://sergiostorch.com/uso-multiplo-da-agua-e-do-conteudo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 16:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão do Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência societal]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[cadeias de conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[uso múltiplo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ativos como a água, na sociedade, e o conteúdo, nas organizações, têm um potencial de uso e geração de valor mais amplos do que os usos para os que foram destinados originalmente. São grandes riquezas inexploradas, cuja exploração pode ter custos baixos, com grandes resultados. Uso múltiplo está intimamente relacionado à construção de cadeias de conhecimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Quero fazer um paralelo de dois desafios análogos: o uso múltiplo da água, na sociedade,  e do conteúdo,  nas organizações.</p>
<p class="MsoNormal">O conceito de <strong><span style="color: #000080;">uso múltiplo </span></strong>me apareceu num projeto recente para um operador do setor elétrico, onde aprendi que as ações desse operador na gestão do nível das represas são limitadas pela necessidade de assegurar o equilíbrio com outros usos da água. Ora, a água serve para tantas coisas além de gerar eletricidade: uso humano, irrigação, passear de barco a vela, turismo enfim&#8230;  Água é PIB potencial. O que falta para que se converta em PIB real?</p>
<p class="MsoNormal">(Deixo para outro post a instigante discussão sobre a obsolescência do PIB como métrica de riqueza. Enquanto isso, para seu deleite, leia  <a title="Muito além do PIB" href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_420149.shtml">&#8220;Muito Além do PIB&#8221;</a> ).</p>
<p class="MsoNormal">Voltando para o o <strong><span style="color: #000080;">uso múltiplo</span></strong> da água. Em outro projeto, aprendi que o lago da barragem de Serra da Mesa, em Goiás, é o maior lago do Cone Sul, podendo ser utilizado para um volume tal de produção de peixe, que pode alimentar toda a população brasileira e até mesmo mudar os hábitos alimentares de nossa sociedade. Ou seja, usá-lo para apenas produzir energia é um enorme desperdício.</p>
<p class="MsoNormal">O que falta para que passemos a produzir essas proteínas de custo e impacto ambiental baixíssimos?</p>
<p class="MsoNormal">Ainda em outro projeto, numa empresa de serviços de alta complexidade,  consciente de que o seu valor consiste basicamente no capital intelectual contido na sua experiência e no potencial de seus funcionários, constatei que os conteúdos de currículos dos profissionais podem atender a diversos processos críticos, além das necessidades da gestão de pessoas. Por exemplo, eles são imprescindíveis para a rapidez na elaboração de propostas em grandes concorrências. Podem também ser utilizados, dependendo de como os dados são organizados e tabulados, para o planejamento de treinamento, para o planejamento de sucessão, para o foco comercial em projetos compatíveis com as competências da empresa, e até mesmo para a avaliação financeira do valor da empresa, em que os chamados ativos intangíveis são a cada dia mais reconhecidos como o principal componente do valor.</p>
<p class="MsoNormal">Numa outra instituição, que atua em serviços de extensão tecnológica, o desempenho depende da agilidade em identificar os consultores terceirizados mais apropriados para cada tarefa, mas o acesso aos currículos desses profissionais está involuntariamente trancado dentro de um sistema hermético, no qual as possibilidades de busca são extremamente limitadas.</p>
<p class="MsoNormal">Ora, se há consenso nessas empresas em que estamos na era do conhecimento, e que o capital humano é componente fundamental do valor da empresa, o que falta para que o <strong><span style="color: #000080;">uso múltiplo</span></strong> desses conteúdos seja potencializado e passe a multiplicar o valor desses ativos?</p>
<p class="MsoNormal">Acredito que, em ambos os casos, dos o <strong><span style="color: #000080;">usos múltiplos</span></strong> da água e do conteúdo, a resposta esteja na seguinte combinação de fatores:</p>
<ul style="margin-top: 0cm;" type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Aplicação do entendimento      de Von Clausewitz</strong>, estrategista militar de Bismarck,  de que “a guerra      é importante demais para ser deixada aos generais”.  Da mesma forma, a água é importante demais      para ser deixada às geradoras de energia, e o conteúdo gerado nas empresas é importante demais      para permanecer fechado nos registros dos projetos ou processos onde tenham sido produzidos. Isso vale para para os conteúdos contidos em currículos, revistas técnicas, atas, relatórios de projeto, pesquisas e diversos outros documentos e arquivos em áudio e vídeo.</li>
</ul>
<ul style="margin-top: 0cm;" type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Construção de uma      governança</strong>, seja na água ou no conteúdo, que empodere as múltiplas áreas ou instituições que      possam gerar valor a partir desses recursos: no caso da água, os      planejadores de desenvolvimento regional,  os poderes locais, os empreendedores em      piscicultura e em turismo etc. ;  no caso de  conteúdos, especialmente as áreas que      possam identificar oportunidades a serem desenvolvidas com os mesmos.      Currículos, por exemplo, podem servir para a área financeira valorizar e      comunicar ao mercado os ativos intangíveis da empresa, e assim produzir impactos no      valor das ações no mercado.</li>
</ul>
<ul style="margin-top: 0cm;" type="disc">
<li class="MsoNormal"><strong>Construção de cadeias de conhecimento </strong>com processos ativos      de identificação, análise e o <span style="color: #000080;"> <span style="color: #000000;">bombeamento </span></span><span style="color: #000000;"> de idéia</span>s,  experiências, perguntas e respostas      (principalmente as perguntas, como Rilke aconselhou nas suas <a title="Cartas a um jovem poeta" href="http://sergiostorch.com/referencias/rainer-maria-rilke-cartas-a-um-jovem-poeta/" target="_blank">“Cartas a um      Jovem Poeta”</a>).  Não fui original ao intuir o <a title="Cadeias de conhecimento" href="http://sergiostorch.com/artigos/cadeias-de-conhecimento-dutos-para-a-inteligencia-coletiva/" target="_blank">conceito de cadeias de conhecimento: </a> embora pouco explorado nas discusões de gestão do conhecimento no Brasil,  descobri no Google que essa expressão já é bastante utilizada &#8211; veja por exemplo o interessante paper  <a title="Knowledge chains in construction" href="http://www.irbdirekt.de/daten/iconda/CIB9822.pdf" target="_blank">&#8220;The need for knowledge chains in construction&#8221;.</a> Acredito que a criação de cadeias de conhecimento intra e inter-organizações seja a      fronteira mais interessante a ser desbravada com apoio  das novas mídias  sociais, como os wikis, twitter e os ambientes de      relacionamento tipo Orkut.</li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><span style="color: #000080;"><strong>Uso múltiplo</strong></span>: talvez a palavra chave para amolecer o coração dos “donos” dos conteúdos onde talvez se encontrem possibilidades de tornar mais ágeis e inteligentes diversos processos críticos nas organizações.</p>
<p class="MsoNormal">Vale destacar que essa preocupação talvez se some a aquelas já presentes no <a title="Critério 5" href="http://www.fnq.org.br/site/403/default.aspx">Critério 5 &#8211; Informações e Conhecimento,</a> do <a href="http://www.fnq.org.br/site/376/default.aspx" target="_blank">Modelo de Excelência      em Gestão (MEG), </a>da Fundação Nacional da Qualidade.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">_____________________________________________________________________</p>
<p class="MsoNormal">CAMPANHA: Aproveito para divulgar, a propósito, o ato público do Instituto Ethos e do Movimento Nossa São Paulo, contra o desmantelamento da nossa legislação ambiental, caso a Medida Provisória já denominada Lei da Grilagem não seja vetada pelo presidente Lula.  <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/7877" target="_blank">Saiba mais&#8230; </a> Vamos nos ver lá?</p>
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		<title>Gaza: sensemaking e inteligência coletiva</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 21:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inteligência Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência societal]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça e paz]]></category>
		<category><![CDATA[Web e ferramentas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[sensemaking]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou&#8221; &#8211; Albert Einstein Para “unir os pontos” entre meus temas profissionais (especialmente a gestão do conhecimento e a inteligência em rede) e o meu cotidiano, preciso me referir a um tema que volta a ocupar boa parte de minha mente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>&#8220;Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou&#8221; &#8211; Albert Einstein</em></p></blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Para “unir os pontos”<span> </span>entre meus temas profissionais (especialmente a gestão do conhecimento e a inteligência em rede) e o meu cotidiano, preciso me referir a um tema que volta a ocupar boa parte de minha mente depois de anos de relativo distanciamento: a questão da paz entre israelenses e palestinos. E não posso deixar de usar as lentes que desenvolvi nesses 7 anos (um ciclo, segundo a antroposofia). É como se eu estivesse voltando ao ponto de partida, mas com alguns outros olhares.</p>
<p class="MsoNormal">O instrumental teórico da Gestão do Conhecimento deixa marcas indeléveis. Vamos falar de <a title="sensemaking" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sensemaking" target="_blank">sensemaking</a>.</p>
<p class="MsoNormal"><span id="more-30"></span>“Sensemaking” = construção do sentido. Acho esse conceito indispensável para entender o que a historiadora Barbara Tuchman chamou de marcha da insensatez (em livro com o mesmo nome), ou seja, a marcha para o precipício a que tantos líderes na história conduziram os seus povos (há casos discutidos também no mundo animal, como o <a title="lemmings" href="http://www.google.com/search?ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=navclient&amp;gfns=1&amp;q=lemmings+suicide" target="_blank">suicídio coletivo dos lemingues</a>).</p>
<p class="MsoNormal">O conceito de “sensemaking” vem ganhando espaço desde que o professor Choo, da Universidade de Toronto, produziu o livro que considero o mais importante na área nos últimos 10 anos: <a title="&quot;The Knowing Organization&quot;, de Chun Wei Choo, 1998, trad. Ed. Senac, 2003" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=217448&amp;ST=SR&amp;franq=247263"></a><a title="choo artepaubrasil" href="http://www.paubrasil.com.br/descricao.asp?cod_livro=AA7927" target="_blank">&#8220;The Knowing Organization</a> (no Brasil editado pelo Senac). Choo faz a crítica de abordagens mais tradicionais da gestão do conhecimento que são centradas nas preocupações com o compartilhamento genérico do conhecimento.  Preocupando-se com a inteligência organizacional e não com o compartilhamento como fim em si, ele propõe enxergar o ciclo do conhecimento em três etapas: o sensemaking, a criação de conhecimento, e a tomada de decisão.</p>
<p class="MsoNormal">A primeira é o momento de elaboração coletiva do sentido (sensemaking), em que olhares plurais se juntam para extrair sentido de informações que para alguns, individualmente, não querem dizer muita coisa, mas que em conjunto contribuem para a montagem de um quebra-cabeças de onde emergem significados. Para Choo, são inócuas as iniciativas de gestão do conhecimento que não considerem primeiramente a criação do significado.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Pois bem . Vamos a Gaza, passando por uma parábola contada por Peter Senge  em &#8220;A Quinta Disciplina&#8221;: se jogarmos um sapo na panela de água fervente, ele se estica e pula imediatamente. Seu sistema nervoso é preparado para isso. Mas se o pusermos na água e começarmos com um foguinho lento, ele vai relaxando devagarinho, e vai ficando&#8230; até terminar cozido.</p>
<p class="MsoNormal">A mídia exerce seu papel de nos chamar a atenção para a água escaldante. . Mas poucos se dão conta da água esquentando devagarinho,  quando mais uma família israelense se instala num assentamento na Cisjordânia e mais uma classe de alunos nas escolas do Hamas recebe cartilhas ensinando a Jihad. A água vai esquentando e de repente, bum! O mundo acorda com o som dos bombardeios.</p>
<p class="MsoNormal">Israel precisa defender dos foguetes o 1 milhão de israelenses que estão no raio de seu alcance, mas bombardear Gaza é como enxugar gelo.  No jogo do sapo, morrem palestinos, morrem israelenses, e a força moral da sociedade israelense se corrompe e se destrói ao violar direitos humanos, como havia sido profetizado por sábios como <a title="The Nation - Yeshayahu Leibowitz" href="http://www.thenation.com/doc/20020225/gordon" target="_blank">Yeshayahu Leibowitz </a>ainda em 1967.</p>
<p>Essa história tem um link com minha guinada profissional. Comecei na Web quando, em 2000, fui ativo participante de grupos que militaram pela paz justa entre israelenses e palestinos.  Usei num artigo a metáfora da teoria do cáos, <a title="borboleta que bate asas" href="http://www.asa.org.br/boletim/71/71_comunidades2.htm" target="_blank">da borboleta que bate asas&#8230; </a>Não fosse o aprendizado com os primeiros e-groups que criei naquela época, eu não estaria hoje fazendo projetos de portais 2.0 com comunidades de prática e redes sociais. Foi no calor das batalhas virtuais e campais do movimento pacifista que eu tive as primeiras lições sobre as possibilidades e armadilhas dessa mídia (e também aprendi na carne o quanto  as novas mídias requerem novas habilidades para o diálogo, que muitas vezes sucumbe mesmo entre pacifistas, que nem sempre primam pela humildade e serenidade verbal).</p>
<p>A pressão profissional fez que eu me distanciasse. Bem, estou voltando&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">A roda viva do tempo deu uma volta, e estamos na Web 2.0. Agora habemus blogs, o que facilita bastante as coisas. Não mais longas reuniões para aprovar uma ação: podemos fazer isso no Ning, e cada um pode escrever o que pensa em seu blog, e os demais podem ir linkando através de blogrolls e trackbacks. Nesses 8 anos as redes sociais já cutucaram a OMC em Seattle, derrubaram um governo filipino, e permitem que nós brasileiros, campeões do Orkut, possamos vir a desempenhar um papel na paz global, fazendo a ponte entre israelenses e palestinos através do samba e do futebol, sem esperar pelas lideranças oficiais das comunidades étnicas, que têm rabo preso na lealdade a velhos dogmas e crenças paralisantes.</p>
<p class="MsoNormal">Ao ver de novo o filme das atitudes maniqueístas dos partidários de um e outro lado,  penso sempre no sapo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-medium wp-image-31" title="boiling-frog" src="http://sergiostorch.com/wp-content/arquivos/boiling-frog-300x264.jpg" alt="boiling-frog" width="300" height="264" /></p>
<p class="MsoNormal">Acredito que o Hamas cresce porque os palestinos cercados num gueto tendem a se deixar seduzir pelas vertentes mais reacionárias de um islamismo que, apesar do que parece (de novo a mídia), tem suas vertentes modernas e democráticas. A derrota dos extremistas só poderá se dar com o fim da ocupação e a criação de um Estado Palestino democrático, que só será possível se Israel for forçado de fora para estancar os assentamentos. De fora para dentro,  porque na lógica da democracia israelense a minoria judaica fundamentalista sempre terá poder desproporcional a seu tamanho (assim se explicam as marchas da insensatez em que maiorias ficam reféns de minorias).  De fora para dentro pois, segundo Einstein, <em>&#8220;Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou&#8221;.</em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E é possível ser diferente:</p>
<p class="MsoNormal">[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=5d_i2F2LlF8[/youtube]</p>
<p class="MsoNormal">Mais um pouquinho de gestão do conhecimento: cognição coletiva. A tragédia de palestinos e israelenses leva o leitor de jornal ou telespectador a questionar sobre como tudo isso veio a acontecer. A dificuldade em suportar o estado de perplexidade conduz a uma saída fácil: apontar um lado culpado. Faz parte da visão reducionista que prevalece na cultura ocidental. Ao julgar, depositamos a culpa em alguém, o que nos alivia bastante pois o mal está no outro e não em nós.</p>
<p class="MsoNormal">Mas ao pensar dessa forma esquecemos um antigo questionamento filosófico: quem veio antes, o ovo ou a galinha? Os que vão às ruas “em defesa de Israel” talvez saibam a resposta: foi o ovo. E os que protestam unilateralmente contra o massacre de palestinos talvez estejam seguros de que a galinha veio antes.</p>
<p class="MsoNormal">Sobre o enigma ovo-e-galinha de Gaza-Palestina-Oriente Médio, eu apenas sei que é um ciclo que começou há muito tempo e que continuará por muitos anos. E não sei, mas acredito, que seja possível construir opções de convivência e felicidade para os destinos desses dois povos.</p>
<p class="MsoNormal">Se tenho alguma crença forte, é a de que situações ovo-e-galinha que não apontam saída só podem ser superadas quando indivíduos (especialmente lideranças) se dêem conta do quanto as pequenas complacências do dia-a-dia com o pensamento grupal são atos que reforçam o impasse em vez de ajudar as saídas, que só existem a partir da coragem individual para superar a comodidade do maria-vai-com-as-outras . O <a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2009/01/um-ano-novo-feliz-e-desconfiado.html" target="_blank">Contardo Calligaris aponta isso nos comentários que fez sobre o filme &#8220;Um Homem Bom&#8221;. </a>Não deixe de ver o filme e ler o artigo.</p>
<p class="MsoNormal">Vejam este <a title="Blog Gaza-Sderot" href="http://gaza-sderot.blogspot.com/" target="_blank">blog de um palestino de Gaza e um israelense de Sderot. </a>Inimigos?</p>
<p class="MsoNormal">Modelo mental:  a aparente oposição entre israelenses e palestinos pode ser vista de outra forma. Há uma oposição que existe em ambos os lados, entre aqueles que acreditam e lutam por uma solução de paz e dignidade, e aqueles que só acreditam e lutam por soluções de força. Entre aqueles que pensam numa escala de tempo mais longa no passado e no futuro, e os outros cuja perspectiva temporal é mais curta.</p>
<p class="MsoNormal">Estes últimos fariam bem em ter em mente os dois mapas abaixo, nos quais as posições de Davi e Golias se invertem. Não medi, mas me parece que Gaza está para Israel assim como Israel está para o Oriente Médio inclusive o Irã.</p>
<p class="MsoNormal">Quem é Davi e quem é Golias?</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignnone size-full wp-image-38" title="israel-e-faixa-de-gaza1" src="http://sergiostorch.com/wp-content/arquivos/israel-e-faixa-de-gaza1.gif" alt="israel-e-faixa-de-gaza1" width="512" height="300" /></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Então veja agora este mapa. Quem é Davi e quem é Golias agora?</p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-medium wp-image-39" title="israel-e-oriente-medio1" src="http://sergiostorch.com/wp-content/arquivos/israel-e-oriente-medio1-300x260.gif" alt="israel-e-oriente-medio1" width="300" height="260" /></p>
<p class="MsoNormal">Agora vamos ver na perspectiva temporal.</p>
<p class="MsoNormal">O ovo ou a galinha? Se olharmos para o início do bombardeio, a culpa é dos israelenses. Sataniza-se Israel, como fez o comunicado oficial do PT de Valter Pomar e Ricardo Berzoini  equiparando Israel e nazismo (foram <a title="carta dos militantes do PT" href="http://www.pazagora.org/detailartigo.cfm?IdArtigo=1287" target="_blank">contestados por 36 intelectuais do PT</a>, mas o estrago já foi feito, embora vamos convir que é o menor dos estragos nesta história de horror). Mas se olharmos para os mísseis Qassam disparados contra Sderot, foram os palestinos que começaram. Sim, mas e o bloqueio econômico? Ah, então foram os israelenses. Ah, mas peraí, e o cerco a Israel na guerra dos 6 dias? E assim vamos retrocedendo no tempo até o massacre cometido contra judeus em Hebron em 1927, por uma turba de palestinos liderada pelo mufti de Jerusalem que anos depois desfilou em parada em Berlim ao lado de quem? Hitler. Ou retrocedemos mais ainda até Sansão e Dalila (foi em Gaza&#8230;).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Diante desse relativismo de perspectiva temporal, o posicionamento através da culpabilização de qualquer um dos lados e de palavras de ordem simplistas é um desserviço à cidadania global. Mas vamos reconhecer que faz parte de nosso modelo mental o paradigma da culpa e castigo, associado ao moralismo ocidental e à idéia implícita de que há alguém no topo de alguma hierarquia (seja a ONU, seja Deus) que de alguma forma fará justiça. Ou seja, culpabilização tem algo a ver com o pensamento hierárquico: ao culpabilizar estamos invocando inconscientemente um poder maior que aplique a punição. Daí a apoiar o oportunismo-populismo de Hugo Chavez é um passo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Um amigo, Leandro Cianconi, estudioso de Governo 2.0, também lança luz sobre esse conflito do ponto de vista da <a href="http://cianconi.com/leandro/governo/a-guerra-da-descentralizacao/" target="_blank">superioridade das organizações em rede. </a> Vale a pena ler.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Isso tudo já é bastante complicado, e estamos olhando somente pelo espelho retrovisor. Vamos então olhar “de volta ao futuro”.</p>
<p class="MsoNormal">França e Alemanha se reconciliaram depois de séculos de conflitos. Idem católicos e protestantes na Irlanda do Norte.</p>
<p class="MsoNormal">A grande parcela de palestinos e israelenses que deu base social para as negociações de <a title="Acordos de TABA" href="http://www.palestinefacts.org/pf_1991to_now_alaqsa_taba.php  " target="_blank">TABA</a> e a <a title="Iniciativa de Genebra" href="http://www.espacoacademico.com.br/045/45ip_storch.htm" target="_blank">Iniciativa de Genebra</a> precisam de um empurrãozinho de fora para dentro.</p>
<p class="MsoNormal">Faço a seguinte reflexão, que espero modestamente que chegue ao ministro Celso Amorim e a lideranças de nossas empresas e de nossa sociedade civil.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>a)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;A guerra de comunicação entre os dois lados é desperdício de enegia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>b)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;há um futuro pela frente.  O que cada uma das partes pode oferecer como presente para seus filhos e netos?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>c)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;é preciso desviar a atenção que a mídia atrai para a destruição, e focalizar as possibilidades da reconstrução.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>d)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;O Brasil tem um papel nisso, por ser uma marca querida tanto por palestinos quanto israelenses. Não só pela tradição de harmonia (que afinal não é tudo isso, que o digam os nossos afrobrasileiros, que têm alguns séculos de escravatura a nos lembrar), mas pela imagética ligada à alegria, como a música, o futebol etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>e)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;As empresas brasileiras certamente terão interesse também num projeto de reconstrução. Pensando com a frieza de investidores de mercado, a Palestina é um ativo barato para se conquistar os mercados do Oriente Médio, e não deverão faltar recursos para montar uma Casa do Brasil em Gaza, e outras em Tel Aviv, Ramallah, Jerusalém, Belém etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>f)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>os experts brasileiros em Web 2.0 (que temos muitos) terão enorme satisfação em criar ambientes de redes sociais que tirem os palestinos do gueto no qual o fundamentalismo islâmico é a influência dominante. Que os jovens palestinos e israelenses se conectem a nós em redes sociais de futebol, samba, de Doutores da Alegria, de Médicos sem Fronteiras, e de estudo da História em que convivam as narrativas israelense e palestina do conflito. Temos também pedagogos e psicólogos competentes para lidar com traumas de guerra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>g)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;O Brasil não estará sozinho nisso, mas pode estar na linha de frente da iniciativa, à qual se seguirá a França de Sarkozy, os Estados Unidos de Obama etc. Não precisamos esperar termos o nosso assento no Conselho de Segurança. No mundo deshierarquizado pela tecnologia, podemos construir o nosso assento de forma bottom-up, a partir de nossos empresários, jovens e profissionais liberais.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Espero que lideranças das comunidades brasileiras de judeus e palestinos saibam olhar além da fumaça, e passem a defender seus respectivos povos de forma construtiva e não mais defensiva. Vamos fazer coro a <a title="Barenboim" href="http://www.pazagora.org/detailartigo.cfm?IdArtigo=1270" target="_blank">Daniel Barenboim </a>e (z´l) Edward Said, pais da Sinfônica Jovem de israelenses e palestinos, e aos blogueiros de Gaza-Sderot, em vez de sermos auto-complacentes com o discurso da culpa do outro.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Vamos nós no Brasil unir os pontinhos e construir o significado dessas oportunidades, que nos abrem as portas para a aprendizagem societal em nível global.</p>
<p class="MsoNormal">Comecei com Einstein, e concluo com John Lennon:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">You may say I´m a dreamer&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">But I´m not the only one…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">I hope some day you join us…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">And the world will be as one…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">(caso vc queira se manter bem informado com a visão do campo da paz de ambos os lados palestino e israelense, assine </span><span lang="EN-US">os boletins dos <a href="http://www.pazagora.org" target="_blank">Amigos Brasileiros do Paz Agora)</a>, ).</span></p>
<p class="MsoNormal">
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