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	<title>Vou vivendo... &#187; Sustentabilidade</title>
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	<description>Gestão do conhecimento dá samba...</description>
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		<title>Empreendedorismo &#8230; capital intelectual&#8230; Oriente Médio &#8211; 4</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 21:48:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conversações]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Coletiva]]></category>
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		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>

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		<description><![CDATA[.. Leia os demais posts desta minissérie: &#8220;Uma nova diplomacia, para e com a Sociedade em Rede&#8221;. &#8220;É um mercado sedento de serviços de alto valor agregado. Nós falamos árabe, nós falamos hebraico. Nós temos o melhor voto eletrônico. Nós ensinamos pipoqueiros a fazerem fluxo de caixa. Nós temos engenharia. Temos também e-business. Nós somos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>..</h3>
<h3>Leia os demais posts desta minissérie:</h3>
<ol>
<li><strong><a title="Uma nova diplomacia, para e com a Sociedade em Rede" href="../../empreendedorismo-para-nosso-capital-intelectual-e-o-oriente-medio-0/" target="_blank">&#8220;Uma nova diplomacia, para e com a Sociedade em Rede&#8221;.</a></strong><em><strong> </strong>&#8220;É um mercado sedento de serviços de alto valor agregado. <strong>Nós </strong>falamos árabe, <strong>nós </strong>falamos hebraico. <strong>Nós</strong> temos o melhor voto eletrônico. <strong>Nós </strong>ensinamos pipoqueiros a fazerem fluxo de caixa. <strong>Nós </strong>temos engenharia. Temos também e-business. <strong>Nós </strong>somos insuspeitos para vendermos paz e democracia, enquanto os outros vendem armas.</em></li>
<li><strong><a title="Oriente Médio, um contexto de novas possibilidades" href="../../empreendedorismo-capital-intelectual-oriente-medio-2/" target="_blank">“Oriente Médio, um contexto de novas possibilidades”</a> </strong>onde  falei da onda de mudanças que varre o Oriente Médio, e da inexistência  de um futuro, que está por ser construído por muitos atores, e a nós  brasileiros, na nossa sociedade em rede, cabe um papel. <strong><em>Qual a parte que nos cabe neste latifúndio?</em></strong></li>
<li><strong><a title="Um diálogo sobre o capital intelectual que temos para dar e vender" href="../../empreendedorismo-capital-intelectual-oriente-medio-3/" target="_blank">“Diálogo sobre o capital intelectual que temos para dar e vender”</a></strong>. Conversando com minha nora sobre as riquezas do Brasil em capital intelectual. As carências no atendimento às necessidades de nossa população não justificam o papel secundário que desempenhamos na exportação de nossa inteligência.</li>
</ol>
<h1>4. Empreendedorismo e sua ancestralidade</h1>
<p>O velhinho que meus filhos aprenderam a chamar de “tio Carlinhos” twittou em 1845 essa frase que viria a ser conhecida como a “quarta tese de Marx sobre Feuerbach”. Dizia isso, sem ultrapassar os 140 caracteres:</p>
<blockquote><p><em><strong>&#8220;Filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diversas maneiras; mas o que importa é transformá-lo&#8221;. </strong></em></p></blockquote>
<p>O Schumpeter recebeu o tweet 100 anos depois, e os seus “curti” e comentários estão lá no GhostBook.</p>
<p>Simples assim. Intelectual não entende de fazer, entende de pensar. <strong>Transformar tem a ver não com intelectuais, mas com empreendedorismo.</strong></p>
<p>Sou meio atrevido e voluntarista. But I´m not the only one. Acredito na antropóloga Margaret Mead:</p>
<p><strong><em>&#8220;  Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas engajadas e comprometidas possa mudar o mundo. De fato, nada mais além disso pode tanto&#8230;&#8221; </em>(Margaret Mead) </strong></p>
<p><strong>_________     pausa    __________<br />
</strong></p>
<h3>Im ein ani li mi li?</h3>
<p>Como Raul Seixas, também nasci há 10.000 anos atrás. Você também, concorda? Habemus historia.  Lá atrás eu aprendi com um sábio judeu , Hilel, o seguinte:</p>
<blockquote><p><strong>“Se não for eu por mim, quem será? </strong><strong>(“Im ein ani li, mi li”) </strong><strong>E se não for agora, então quando?” <span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">E, se somente por mim, o que eu sou? (começou a história de sustentabilidade). E, se não for agora, quando?”</span></strong></p></blockquote>
<p>Nada mais do que uma encarnação antiga do Vandré:</p>
<p>“Vem, vamos embora,</p>
<p>que esperar não é saber,</p>
<p>Quem sabe faz a hora</p>
<p>Não espera acontecer”.</p>
<p>Hilel era um rabino tão importante que dele se conta a seguinte historinha: chegou a ele um gentio, depois de passar pela loja de um concorrente, um tal de Shamai, por quem o gentio não tinha sido muito bem atendido. Perguntava o gentio ao bom Hilel: “Rabino, tenho pressa. O senhor consegue me explicar em conversa de elevador: o que é o judaísmo”? E respondeu-lhe o mestre, olhando para o marcador dos andares: “Não faças aos outros o que não queres que te façam. Todo o  resto são detalhes”.</p>
<p>Sim, dizem que foi ele. O Shamai, da loja vizinha, detestava o Hilel. Detesta até hoje. Entre outras coisas, porque o Hilel gosta do povo de Gaza (falaremos disso no próximo post).  Hilel gosta de todo mundo. Ele tinha suas partes preferidas da Torá, que falavam da solidariedade aos vizinhos, do amor ao próximo. O Shamai tinha lido outras partes da Torá, em que um Deus vingador mandava matar os inimigos.  O Hilel não dava bola para essas partes.</p>
<p>O Hilel não quer que seus discípulos façam ao povo de Gaza o que não querem que lhes façam. E já que vamos falar de Gaza no próximo post, é bom saber que lá em Israel tem a turma do Hilel e a turma do Shamai. Os do Shamai estão no governo fazendo (e falando &#8211; mas se fosse só falando tava bom&#8230;) bobagens. Os do Hilel fazem sinfônicas e escolas com membros israelenses e palestinos, além de proteger aldeias palestinas das demolições da turma do Shamai .  Os do Hilel gostam de conversa, eles sabem que conversa é a base do aprendizado e do conhecimento. Com os do Shamai, não tem conversa. Veja o premiado documentário <a href="http://www.prweb.com/releases/2011/02/prweb5013264.htm"><em><strong>Budrus</strong></em></a>, dirigido pela brasileira Júlia Bacha (ói nóis, de novo, exportando capital intelectual&#8230;)  Taí, Israel tem dessas coisas que o Irã e a Líbia não têm.  Quer mais sobre <a href="http://www.chazit.com/cybersio/chazal/hilleleshammai.html" target="_blank">Hilel e Shamai</a>?</p>
<p>Pois é: o velho Hilel ensinava, além disso, <strong>empreendedorismo</strong>.   Como o Vandré e o tio Carlinhos.  <em><strong></strong><strong>Se o Hilel fosse explicar o que é empreendedorismo numa conversa de elevador, usaria o “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” do Vandré.</strong></em></p>
<p>Khalil Gibran, o grande poeta do mundo árabe e muçulmano, ensinava coisas parecidas. Podem ser resgatadas. Saindo um pouquinho da história do empreendedorismo (no próximo post voltaremos a ela), faço um comercial: a turma do Hilel no Brasil começou, num evento  da rede <a href="http://judaismohumanista.ning.com/" target="_blank">Judaísmo Humanista </a>que fizemos  6ª feira passada, com a Analu Lacombe, pesquisadora e contadora de histórias  (economia criativa em microempresas: <a href="http://www.fazeconta.art.br/">www.fazeconta.art.br</a> contando histórias da dobradinha Martin Buber (um Hilel moderno)  e Khalil Gibran. E neste domingo a Analu estará num bistrô contando Clarice Lispector.</p>
<p>Bem, espero ter sido convincente lá atrás sobre as potencialidades do <strong>capital intelectual do Brasil nas relações com o Oriente Médio. Para desfrutarmos os benefícios, é necessário empreendedorismo da sociedade brasileira em rede.  SE NÃO AGORA, QUANDO?<br />
</strong></p>
<p><strong>Falta agora dizer: por que o Brasil adotar Gaza?</strong></p>
<p>Vou dizer, mas agora darei um intervalo de 3 dias para que você possa fazer uma viagem &#8220;De Volta ao Futuro&#8221;, e ler <a title="Gaza, sensemaking e a inteligência coletiva" href="http://sergiostorch.com/gaza-sensemaking-e-inteligencia-coletiva/" target="_blank">&#8220;Gaza, sensemaking e inteligência coletiva&#8221;)</a>, que escrevi há 2 anos. É o preâmbulo para o próximo post, e você poderá se distrair com um passeio pela Gestão do Conhecimento.</p>
<p><strong>Não deixe de visitar nessa viagem o filminho que está no post: a turma de Hilel cantando e dançando com a turma do Khalil Gibran. Estão abertas as portas para nosso samba e nossa capoeira em Gaza. O mercado também para nossa economia criativa&#8230;</strong></p>
<p>Bem, se você chegou até aqui, agora aguente firme, pois faltam apenas mais dois posts.</p>
<p>5. “Brasileiros comem pelas beiradas. Vamos adotar Gaza?”</p>
<p>6.  “Jogue também sua garrafa ao mar”</p>
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		<title>Tirando R$ 1,00 da carteira</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 00:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inteligência Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência societal]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Web e ferramentas sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[O individualismo míope dos que tentam resolvem seus problemas sozinhos, sem buscar soluções coletivas. Por que saírem 4 carros da garagem para levar as crianças para a mesma escola, nos mesmos 5 minutos? E o equivalente nas empresas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>___________________________</p>
<p>Fui instigado, e já não é a primeira vez, pelo blog do Rodolfo &#8211; <a title="Blog do Rodolfo" href="  http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2010/03/50-dicas-bemintencionadas-para-uma-monstruosa-cagada.html   " target="_blank">&#8220;Não posso evitar&#8221;</a>. Ele critica de forma contundente uma <a title="50 ações contra o aquecimento global" href="http://site.noticiaproibida.org/50-acoes-contra-o-aquecimento-global.html" target="_blank">prescrição de 50 ações contra o aquecimento global, </a>cujo autor qualifica como sendo simples e que todos nós podemos  ajudar.</p>
<p>Eu às vezes brigo mentalmente  com o Rodolfo, e às vezes levo a briga para nossos blogs. Pode ser que as maneiras não sejam essas 50, mas que há 50 ações em que todos podemos ajudar, e que possam inverter o rumo de muitas coisas em áreas chave como saúde, educação, transporte, segurança, crédito etc., não tenho dúvida de que há.  E resolvi disparar essa, baseada na minha realidade imediata.</p>
<p>Em casa temos um ritual interessante, que a cibernética me levou a criar: tiro 1 Real da carteira para o cofrinho de minha filha, sempre que falo um palavrão. No fim do mês dá pra ela comprar mais uma revistinha,  pois a mesada não é lá essas coisas. E para mim foi a saída para ela me reconhecer o direito de dar vazão a uma indignação de profeta do Velho Testamento quando perdia as estribeiras. Ora, por que não? Até Jesus um dia se descontrolou e expulsou os vendilhões  do templo. E será que não rolou um palavraozinho que os evangelistas depois censuraram?</p>
<p>Funciona. Afinal minha filhota sai ganhando. E eu também. Ganha-ganha ensinado desde o berço.</p>
<p>Bem, vivo falando em QI coletivo: como um conjunto de pessoas individuamente inteligentes pode ter comportamentos coletivos estúpidos. Nada mais fácil para constatar isso do que uma reunião de doutores numa universidade que decide não decidir, ou de gênios numa agência de publicidade, cada um abrigado em seu ego enorme e se recusando a abrir mão de posições que possam levar a soluções mais rápidas e mais generosas.</p>
<p>Vamos ao assunto. A escola de minha filha vive ensinando (ou achando que está ensinando) o blábláblá politicamente correto da proteção do meio ambiente, lixo reciclável etc. Fingem que ensinam, as crianças fingem que aprendem, os pais ficam orgulhosos ao verem os trabalhos da garotada na Feira de Ciências. Nas escolas das redondezas é tudo igualzinho.  E eu, ao observar os carrões que chegam para deixar os filhos na escola ocupando cada um quase 10 metros quadrados de rua, e de vez em quando até apertando aquela buzina em que um sozinho consegue infernizar a vida de todos em redor, fico imaginando o quanto essas escolas estão se autoenganando ou enganando às próprias crianças, o que é muito pior.</p>
<p>Num dia da semana passada, casualmente, observei uma coisa que me levou a pensar na moedinha de 1 Real. 4 carros saindo da garagem no intervalo de 5 minutos, cada um com um pai ou mãe a levar seu pimpolho para a escola. Nos mesmos 5 minutos,  do mesmo lugar, para a mesma escola.</p>
<p>Veja: <strong>SÃO </strong>pessoas bacanas, sorridentes, afáveis, boa gente mesmo, a gente conversa no elevador. Nada contra, individualmente.</p>
<p>Mas ao ver o quarto carro saindo da garagem, tirei a moeda de 1 Real da carteira, e pronunciei um  VÁ PA&#8230; você já adivinhou o resto da frase&#8230;</p>
<p>&#8220;Filhota, toma mais essa moedinha. Você sabe o que é o direito à indignação?&#8221;</p>
<p>Meus leitores, meus clientes no mundo corporativo bem educado:  perdoem meu descontrole. Mas pensem aí com seus botões: será que no prédio de sua  empresa com 5000 funcionários, aí na Berrini superlotada, não tem um bocado de <strong>gente que vem, cada um com o seu carro, do mesmo quarteirão, nos mesmos 15 minutos?</strong></p>
<p>Que tal agregar ao programa de <strong>sustentabilidade </strong>da sua empresa uma ação afirmativa que estimule a carona solidária? É o tipo da coisa que, deixada a cada um, não rola. Mas, com um esforçozinho corporativo que use as suas ferramentas Web 2.0, Sharepoint, Notes, Twitter etc,  para fazer os caronistas aparecerem e ficarem bem na foto, será que não dá para, de repente, mudar essa microsociologia do individualismo indiferente ao resto do mundo&#8230; E de repente isso muda o comportamento de algum vizinho meu que trabalha na sua empresa.</p>
<p>Você imaginou se todas as empresas com programas de sustentabilidade fizessem isso? Imaginou as conseqüências agregadas sobre a parte dos automóveis no PIB? Imaginou um gráfico daqui a 1-2 anos mostrando a queda nas compras de automóveis por parte dos funcionários, comparada com a mesma KPI (indicador chave de desempenho, para os não habituados com o corporatês) de outras empresas que esposam os mesmos princípios?</p>
<p>Porque poucas pessoas param para lembrar que o aumento no tempo que passam no trânsito é diretamente relacionado com o carrão novo que comprou mês passado, somado a todos os carrões comprados por outros consumidores felizes como você.</p>
<p>Daí porque os programas de sustentabilidade das empresas poderiam dar uma estudadazinha nos conceitos de <a title="Felicidade Interna Bruta" href="http://felicidadeinternabruta.blogspot.com/" target="_blank">Felicidade Interna Bruta &#8211; FIB, q</a>ue começam a colocar em cheque o PIB. Para que precisamos de um PIB que aumente com a fumaça, as buzinas e o tempo no trânsito?</p>
<p>Está nas suas mãos, empresário. Vamos bater um papo sobre isso? Que tal <strong>bolar alguns processos </strong>para essas coisas acontecerem?</p>
<p>Aproveite e leia no fim de semana sobre o <a title="Balanço do uso do tempo" href="http://www.grossnationalhappiness.com/screeningTools/projectTools/16%20Time%20Use%20and%20Balance.pdf" target="_blank">balanço do uso do tempo.</a></p>
<p><a title="Balanço do uso do tempo" rel="nofollow" href="http://www.grossnationalhappiness.com/screeningTools/projectTools/16%20Time%20Use%20and%20Balance.pdf" target="_blank"><br />
</a></p>
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