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	<title>Vou vivendo... &#187; identidade</title>
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	<description>Gestão do conhecimento dá samba...</description>
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		<title>Cantada a um Cabeça Branca</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capital humano]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[Vou vivendo]]></category>
		<category><![CDATA[enredamento]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[sensemaking]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita história... muita música... muita vida... 
Um capítulo da novela "networking my life".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Estava à toa na vida<br />
O meu amor me chamou<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor&#8221;</p>
<p>Pois é, mano. Fui dormir ontem, depois de conversarmos longamente por telefone, 6 meses depois de nosso papo mais recente. Acordei pensando em você.  Sentimentos quentes.  Amor? Ou apenas um ponto no holograma, como Edgar Morin enxergou a vida de seu pai?</p>
<p>Agora o amor está chamando, cantando coisas de amor.</p>
<p>Eu procurava um clone para dar conta das demandas que não consigo abraçar todas.  Em vez de um clone veio um gêmeo.  Felizmente, pois um clone traria todos os meus defeitos.<br />
Um gêmeo. Nascemos no mesmo ano, na mesma rua. Xixi juntos na mesma creche. Brincamos juntos no Jardim da Luz, as mães conversando, ambas tinham o mesmo nome.  Quem me deu o primeiro empurrão na bicicleta foi o Jean Claude, cujo pai tinha a lojinha no térreo do seu prédio na Rua da Graça.</p>
<p>Escolas diferentes. Mas nas férias nos encontrávamos em Santos. Depois ficamos muito distantes. Ele namorador e frequentador das baladas, perfume Lancaster, eu careta tocando violino. Mas muito em comum: no meu exame para a Sinfônica Jovem Municipal que estava sendo fundada, toquei uma canção dos festivais da Record, era 1965, Viola Enluarada (talvez pelo convívio com ele, como posso hoje saber?) Nos reencontramos pra valer depois do vestibular. Mesma escola de engenharia, colando muito, ambos Engenharia de Produção, ambos na campanha do Millor para nosso paraninfo (perdemos para o Reis Velloso, hoje grande cara, mas naquela  época sem tons de cinza só podíamos ver como cara do Médici).  Ambos juntos no grupo de leitura do Capital, na casa do Paul Singer. Estágio juntos, ele me levando para o trabalho na garupa  de sua moto de 50 cc.</p>
<p>Mesmas inquietudes políticas. Aliás, o seu enveredamento pela esquerda, que se deu através do amor, foi o que também me puxou para meu início de militância &#8211; por empatia, que é assim que a gente se transforma. Ambos em busca de uma saída pela tangente para humanas, pois o que ambos mais curtíamos na escola de engenharia eram as aulas de filosofia do Vilem Flusser.</p>
<p>Depois, muitas baladas juntos, e eu empurrava os carrinhos de bebê das meninas, que mais tarde seriam babysitters dos meus meninos. Quando viajavam,  eles, cúmplices,  nos davam a chave do apartamento para cometermos o que na época eram  transgressões contra os bons costumes.</p>
<p>Um dia de grande intensidade, há 35 anos, quando ele deixou a família e eu a namorada, e fomos, mochila nas costas, a Campos do Jordão, dormimos ao relento, comemos o melhor arroz com feijão de minha vida na cozinha dos fundos do Vila Inglesa. A viagem toda cantando canções de Noel, Pixinguinha e outros ancestrais. Foi o momento de meu encantamento com a MPB.</p>
<p>Depois, 7 anos, eu na Bahia operando fábrica, e ele participando dos primórdios da administração de ciência e tecnologia, na USP, quando nascia o PaCTo. Foi para o MIT. Quando voltou, fui eu para lá, me encontrar no seu rastro. Coração pulsando ao ver o prédio onde ele morou em Brookline e imaginar as meninas brincando no playground. O paper que ele escreveu há exatos 30 anos é o que responde às questões de meu cliente hoje. Fomos discípulos dos mesmos mestres: Schein, Beckhart, Van Maanen, Peter Senge.</p>
<p>Além dos mestres, herdei seu melhor amigo em Boston, Mike, rabino,  professor de crítica cinematográfica na Brandeis, o Mike que, então membro do Rabbis for Human Rights, sem querer nem saber, me catalisou  por um email a enveredar na rede mundial pela paz  e pelo fim da ocupação na Palestina, o Mike que é até hoje meu link mais profundo com o que há de mais sublime no judaísmo.</p>
<p>Ah sim, falei Brandeis? Sincronicidades jungianas, e evidência de como os afetos fluem em rede. Meu último tweet, dias atrás,  não pôde levar em seus 140 caracteres a emoção de citar Louis Brandeis, <span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; color: #000066; font-size: x-small;"> juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos entre 1916 a 1939, </span>a respeito da rima Sarney-Khamenei: <span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; color: #000066; font-size: x-small;"> “A                luz do sol sempre foi o melhor detergente social”.</span></p>
<p>E assim fomos pela vida, num movimento pulsante de sístole-diástole, nos afastando e encontrando. Às vezes anos sem falar, para no primeiro reencontro tudo continuar de onde tinha parado, compartilhando alegrias, incertezas, bom humor e tristezas com a perda de seres queridos .</p>
<p><strong><span style="color: #000080;">Quero você comigo. Seus saberes, intuição, humor, inventividade, calor, memórias, nossa identidade, telepatia, amor, brilho, olhar irônico&#8230; Inteiro.<br />
</span></strong></p>
<p>Sonho trazê-lo de volta da aposentadoria, talvez com ímpeto mudancista maior ainda do que tínhamos quando fomos juntos ao velho Cebrap da Rua Bahia em busca de nossas saídas pela tangente. Por que não agora? O slide 17 do &#8220;<a title="Nativos Digitais" href="http://www.slideshare.net/vfaustini/nativos-digitais-escola-de-redes">Nativos Digitais&#8221; </a>do Wolney diz que nós babyboomers somos 26 milhões, 14%, o que não é pouco. Se lembrarmos do Raul (&#8220;dizem que a gente já era&#8230;baby, a gente nem começou&#8221;), se nós 1% dos boomers que não deixamos de sonhar, ou seja, 260.000, soubermos trazer nossos sonhos para a mesma ciranda&#8230;  E 1% desses 1% bastariam&#8230; Por que não darmos esse exemplo para a Debbie, o  Luizinho, a Luara e o Gabriel do meu lado, e para os seus netos do seu lado, cujos nomes não consigo lembrar, ninguém é de ferro&#8230;</p>
<p>Nós, babyboomers &#8220;cabeças brancas&#8221; que podemos responder às demandas por formação de gente que saiba superar nosso atraso, nós que já tomamos todas&#8230; que tal enredarmos os nossos saberes, corações e mentes para essa nova odisséia dos 30 anos&#8230;  que começam hoje&#8230;</p>
<p>Bom, se a cantada não funcionar&#8230; o Henfil lá em cima talvez lembre: terá valido a intenção da semente.</p>
<p>Mas insisto na cantada, compartilhando o <a title="Sonho do enredamento" href="http://www.slideshare.net/mafeteco/sonho-escola-de-redes-2009">sonho</a>, e lembrando: sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade.</p>
<p>-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Aproveitando o poema, agora  é com o Chico, nas nossas discussões com Deus:</strong></span><br />
A minha gente sofrida<br />
Despediu-se da dor<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p>O homem sério que contava dinheiro parou<br />
O faroleiro que contava vantagem parou<br />
A namorada que contava as estrelas parou<br />
Para ver, ouvir e dar passagem<br />
A moça triste que vivia calada, sorriu<br />
A rosa triste que vivia fechada, se abriu<br />
E a meninada toda se assanhou<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p>O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou<br />
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou<br />
A moça feia debruçou na janela<br />
Pensando que a banda tocava pra ela<br />
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu<br />
A lua cheia que vivi escondida surgiu<br />
Minha cidade toda se enfeitou<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p>Mas para meu desencanto<br />
O que era doce acabou<br />
Tudo tomou seu lugar<br />
Depois que a banda passou</p>
<p>E cada qual no seu canto<br />
Em cada canto uma dor<br />
Depois da banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p><strong><span style="color: #000080;">Que nada, Chico: a banda não passou.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #000080;">A banda somos nós.</span></strong></p>
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		<title>Identidade, memória e significado – it´s blowing in the wind</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 18:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[sensemaking]]></category>
		<category><![CDATA[serendipidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Não conversávamos há 43 anos. Dois ou três papos curtos em saguões de aeroportos. Mas nunca tínhamos tido a oportunidade de um aquecimento, daqueles que fazem uma conversa ser mais do que trivial. Surgiu a oportunidade. Um negócio que apareceu para mim, mas que a pessoa certa é ele. - Legal, vamos conversar. - Tá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Não conversávamos há 43 anos. Dois ou três papos curtos em saguões de aeroportos. Mas nunca tínhamos tido a oportunidade de um aquecimento, daqueles que fazem uma conversa ser mais do que trivial.</p>
<p class="MsoNormal">Surgiu a oportunidade. Um negócio que apareceu para mim, mas que a pessoa certa é ele.</p>
<p class="MsoNormal">- Legal, vamos conversar.</p>
<p class="MsoNormal">- Tá sem carro? A gente se encontra no meio do caminho.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span id="more-87"></span>Mas ele não pôde vir ontem ao encontro.</p>
<p class="MsoNormal">- Dor de coluna. Tenho fisioterapia às 18:30.</p>
<p class="MsoNormal">- Peraí, para onde você tem que ir?</p>
<p class="MsoNormal">- A fisioterapia é na Rua Lisboa.</p>
<p class="MsoNormal">- Eu vou aí e te levo.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O pessoal de cultura organizacional chama isso de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serendipidade">serendipidade</a>. É quando deixamos acontecer no fluxo, sem estar planejado. Paramos num café. Trocamos alegrias e falamos de familiares e amigos, AIDS, suicídio. Tio Luiz, Teodoro, Moishe, Bila, Hadassa, Ana, Dina. Pessoas que habitaram intersecções de nossas vidas, ou que brotaram da conversa, da continuidade de um para preencher descontinuidades de outro.  Até um governador de Estado, que eu não sabia que tinha sido do mesmo grupo sionista antes de eu ingressar. Muitos links.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Signos, valores, memórias, pessoas. Desejos, utopias, sonhos ainda.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E rimos muito.</p>
<p class="MsoNormal">- Você era um nerd!</p>
<p class="MsoNormal">- Eu? Eu era um babacão!</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Reconstituímos a trama e as guinadas de cada um em 43 anos de vida. Desde a memória vívida da esquina, do cheiro, da cor do céu, da cara com que ele gozador, 43 anos atrás, soltou palavras que foram a gota d´água que faltava depois de ter encontrado Marx e Freud no livro de Erich Fromm.  Que me levaram à primeira ruptura: tornei-me ateu. Música maestro:  “Um velho ateu, um bêbado cantor, poeta, na madrugada, cantava essa canção, seresta. Se eu fosse Deus, a vida até que melhorava, se eu fosse Deus, daria aos que não tem nada”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Chico, meu menino vadio, minhas discussões com Deus&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Tínhamos sonhado juntos, aos 16 anos, o socialismo sionista e a utopia de um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kibbutz">kibbutz </a>urbano em Israel. Descobri 15 anos depois que esse kibbutz existe, na auto-gestão em Mondragon que foi tema de minha dissertação de mestrado. O maior e mais bem sucedido arranjo produtivo local do mundo. E hoje <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arranjo_produtivo_local">arranjos produtivos locais </a>são meu assunto constante. A dissertação não foi acaso, e ontem descobri a semente.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Memória, sinapses, significado, identidade.</p>
<p class="MsoNormal">Nos refletimos um no outro. Eu gestão do conhecimento. Ele gestão de processos. E não precisamos falar do negócio que tinha nos trazido ali. “Vamos nos encontrar, pra falar da gente. Negócios a gente resolve por email”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E saí me perguntando: serão essa liberdade e esse fluxo possíveis na verticalidade de nossas organizações e instituições? Nos diálogos com hora e tempo marcados? Ou esse compartilhamento, em cima do qual qualquer negócio passa azeitado, requer a horizontalidade das redes e a  disposição para dançar nas memórias e desejos? Teria rolado se tivéssemos nos encontrado no lugar e hora planejados, e não na base do “eu vou até aí?” Será que os timesheets, frameworks, modelos, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pmbok">PMBOKs </a>etc., não matam um pouquinho do que nos motiva a trocar e construir juntos?</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A pergunta que sempre ouço nas organizações:  o que fazer aqui para que as pessoas compartilhem o conhecimento? Diria Bob Dylan: “The answer is blowing in the wind”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Disse Milton naqueles anos, e ouvimos de novo nas diretas-já: coração de estudante. Outros dão o nome de capital social, o link que falta entre as teorias de redes sociais e as abordagens tradicionais de  gestão do conhecimento.</p>
<p class="MsoNormal">É isso aí, como disse o Henfil: a gente ainda nem começou&#8230;</p>
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