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	<title>Vou vivendo... &#187; sensemaking</title>
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	<description>Gestão do conhecimento dá samba...</description>
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		<title>Cantada a um Cabeça Branca</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 16:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capital humano]]></category>
		<category><![CDATA[Vou vivendo]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[enredamento]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[sensemaking]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita história... muita música... muita vida... 
Um capítulo da novela "networking my life".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Estava à toa na vida<br />
O meu amor me chamou<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor&#8221;</p>
<p>Pois é, mano. Fui dormir ontem, depois de conversarmos longamente por telefone, 6 meses depois de nosso papo mais recente. Acordei pensando em você.  Sentimentos quentes.  Amor? Ou apenas um ponto no holograma, como Edgar Morin enxergou a vida de seu pai?</p>
<p>Agora o amor está chamando, cantando coisas de amor.</p>
<p>Eu procurava um clone para dar conta das demandas que não consigo abraçar todas.  Em vez de um clone veio um gêmeo.  Felizmente, pois um clone traria todos os meus defeitos.<br />
Um gêmeo. Nascemos no mesmo ano, na mesma rua. Xixi juntos na mesma creche. Brincamos juntos no Jardim da Luz, as mães conversando, ambas tinham o mesmo nome.  Quem me deu o primeiro empurrão na bicicleta foi o Jean Claude, cujo pai tinha a lojinha no térreo do seu prédio na Rua da Graça.</p>
<p>Escolas diferentes. Mas nas férias nos encontrávamos em Santos. Depois ficamos muito distantes. Ele namorador e frequentador das baladas, perfume Lancaster, eu careta tocando violino. Mas muito em comum: no meu exame para a Sinfônica Jovem Municipal que estava sendo fundada, toquei uma canção dos festivais da Record, era 1965, Viola Enluarada (talvez pelo convívio com ele, como posso hoje saber?) Nos reencontramos pra valer depois do vestibular. Mesma escola de engenharia, colando muito, ambos Engenharia de Produção, ambos na campanha do Millor para nosso paraninfo (perdemos para o Reis Velloso, hoje grande cara, mas naquela  época sem tons de cinza só podíamos ver como cara do Médici).  Ambos juntos no grupo de leitura do Capital, na casa do Paul Singer. Estágio juntos, ele me levando para o trabalho na garupa  de sua moto de 50 cc.</p>
<p>Mesmas inquietudes políticas. Aliás, o seu enveredamento pela esquerda, que se deu através do amor, foi o que também me puxou para meu início de militância &#8211; por empatia, que é assim que a gente se transforma. Ambos em busca de uma saída pela tangente para humanas, pois o que ambos mais curtíamos na escola de engenharia eram as aulas de filosofia do Vilem Flusser.</p>
<p>Depois, muitas baladas juntos, e eu empurrava os carrinhos de bebê das meninas, que mais tarde seriam babysitters dos meus meninos. Quando viajavam,  eles, cúmplices,  nos davam a chave do apartamento para cometermos o que na época eram  transgressões contra os bons costumes.</p>
<p>Um dia de grande intensidade, há 35 anos, quando ele deixou a família e eu a namorada, e fomos, mochila nas costas, a Campos do Jordão, dormimos ao relento, comemos o melhor arroz com feijão de minha vida na cozinha dos fundos do Vila Inglesa. A viagem toda cantando canções de Noel, Pixinguinha e outros ancestrais. Foi o momento de meu encantamento com a MPB.</p>
<p>Depois, 7 anos, eu na Bahia operando fábrica, e ele participando dos primórdios da administração de ciência e tecnologia, na USP, quando nascia o PaCTo. Foi para o MIT. Quando voltou, fui eu para lá, me encontrar no seu rastro. Coração pulsando ao ver o prédio onde ele morou em Brookline e imaginar as meninas brincando no playground. O paper que ele escreveu há exatos 30 anos é o que responde às questões de meu cliente hoje. Fomos discípulos dos mesmos mestres: Schein, Beckhart, Van Maanen, Peter Senge.</p>
<p>Além dos mestres, herdei seu melhor amigo em Boston, Mike, rabino,  professor de crítica cinematográfica na Brandeis, o Mike que, então membro do Rabbis for Human Rights, sem querer nem saber, me catalisou  por um email a enveredar na rede mundial pela paz  e pelo fim da ocupação na Palestina, o Mike que é até hoje meu link mais profundo com o que há de mais sublime no judaísmo.</p>
<p>Ah sim, falei Brandeis? Sincronicidades jungianas, e evidência de como os afetos fluem em rede. Meu último tweet, dias atrás,  não pôde levar em seus 140 caracteres a emoção de citar Louis Brandeis, <span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; color: #000066; font-size: x-small;"> juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos entre 1916 a 1939, </span>a respeito da rima Sarney-Khamenei: <span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; color: #000066; font-size: x-small;"> “A                luz do sol sempre foi o melhor detergente social”.</span></p>
<p>E assim fomos pela vida, num movimento pulsante de sístole-diástole, nos afastando e encontrando. Às vezes anos sem falar, para no primeiro reencontro tudo continuar de onde tinha parado, compartilhando alegrias, incertezas, bom humor e tristezas com a perda de seres queridos .</p>
<p><strong><span style="color: #000080;">Quero você comigo. Seus saberes, intuição, humor, inventividade, calor, memórias, nossa identidade, telepatia, amor, brilho, olhar irônico&#8230; Inteiro.<br />
</span></strong></p>
<p>Sonho trazê-lo de volta da aposentadoria, talvez com ímpeto mudancista maior ainda do que tínhamos quando fomos juntos ao velho Cebrap da Rua Bahia em busca de nossas saídas pela tangente. Por que não agora? O slide 17 do &#8220;<a title="Nativos Digitais" href="http://www.slideshare.net/vfaustini/nativos-digitais-escola-de-redes">Nativos Digitais&#8221; </a>do Wolney diz que nós babyboomers somos 26 milhões, 14%, o que não é pouco. Se lembrarmos do Raul (&#8221;dizem que a gente já era&#8230;baby, a gente nem começou&#8221;), se nós 1% dos boomers que não deixamos de sonhar, ou seja, 260.000, soubermos trazer nossos sonhos para a mesma ciranda&#8230;  E 1% desses 1% bastariam&#8230; Por que não darmos esse exemplo para a Debbie, o  Luizinho, a Luara e o Gabriel do meu lado, e para os seus netos do seu lado, cujos nomes não consigo lembrar, ninguém é de ferro&#8230;</p>
<p>Nós, babyboomers &#8220;cabeças brancas&#8221; que podemos responder às demandas por formação de gente que saiba superar nosso atraso, nós que já tomamos todas&#8230; que tal enredarmos os nossos saberes, corações e mentes para essa nova odisséia dos 30 anos&#8230;  que começam hoje&#8230;</p>
<p>Bom, se a cantada não funcionar&#8230; o Henfil lá em cima talvez lembre: terá valido a intenção da semente.</p>
<p>Mas insisto na cantada, compartilhando o <a title="Sonho do enredamento" href="http://www.slideshare.net/mafeteco/sonho-escola-de-redes-2009">sonho</a>, e lembrando: sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Sonho que se sonha junto é realidade.</p>
<p>-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Aproveitando o poema, agora  é com o Chico, nas nossas discussões com Deus:</strong></span><br />
A minha gente sofrida<br />
Despediu-se da dor<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p>O homem sério que contava dinheiro parou<br />
O faroleiro que contava vantagem parou<br />
A namorada que contava as estrelas parou<br />
Para ver, ouvir e dar passagem<br />
A moça triste que vivia calada, sorriu<br />
A rosa triste que vivia fechada, se abriu<br />
E a meninada toda se assanhou<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p>O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou<br />
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou<br />
A moça feia debruçou na janela<br />
Pensando que a banda tocava pra ela<br />
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu<br />
A lua cheia que vivi escondida surgiu<br />
Minha cidade toda se enfeitou<br />
Pra ver a banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p>Mas para meu desencanto<br />
O que era doce acabou<br />
Tudo tomou seu lugar<br />
Depois que a banda passou</p>
<p>E cada qual no seu canto<br />
Em cada canto uma dor<br />
Depois da banda passar<br />
Cantando coisas de amor</p>
<p><strong><span style="color: #000080;">Que nada, Chico: a banda não passou.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #000080;">A banda somos nós.</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Identidade, memória e significado – it´s blowing in the wind</title>
		<link>http://sergiostorch.com/identidade-memoria-e-significado-%e2%80%93-it%c2%b4s-blowing-in-the-wind/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 18:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[sensemaking]]></category>
		<category><![CDATA[serendipidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Não conversávamos há 43 anos. Dois ou três papos curtos em saguões de aeroportos. Mas nunca tínhamos tido a oportunidade de um aquecimento, daqueles que fazem uma conversa ser mais do que trivial.
Surgiu a oportunidade. Um negócio que apareceu para mim, mas que a pessoa certa é ele.
- Legal, vamos conversar.
- Tá sem carro? A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Não conversávamos há 43 anos. Dois ou três papos curtos em saguões de aeroportos. Mas nunca tínhamos tido a oportunidade de um aquecimento, daqueles que fazem uma conversa ser mais do que trivial.</p>
<p class="MsoNormal">Surgiu a oportunidade. Um negócio que apareceu para mim, mas que a pessoa certa é ele.</p>
<p class="MsoNormal">- Legal, vamos conversar.</p>
<p class="MsoNormal">- Tá sem carro? A gente se encontra no meio do caminho.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span id="more-87"></span>Mas ele não pôde vir ontem ao encontro.</p>
<p class="MsoNormal">- Dor de coluna. Tenho fisioterapia às 18:30.</p>
<p class="MsoNormal">- Peraí, para onde você tem que ir?</p>
<p class="MsoNormal">- A fisioterapia é na Rua Lisboa.</p>
<p class="MsoNormal">- Eu vou aí e te levo.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O pessoal de cultura organizacional chama isso de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serendipidade">serendipidade</a>. É quando deixamos acontecer no fluxo, sem estar planejado. Paramos num café. Trocamos alegrias e falamos de familiares e amigos, AIDS, suicídio. Tio Luiz, Teodoro, Moishe, Bila, Hadassa, Ana, Dina. Pessoas que habitaram intersecções de nossas vidas, ou que brotaram da conversa, da continuidade de um para preencher descontinuidades de outro.  Até um governador de Estado, que eu não sabia que tinha sido do mesmo grupo sionista antes de eu ingressar. Muitos links.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Signos, valores, memórias, pessoas. Desejos, utopias, sonhos ainda.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E rimos muito.</p>
<p class="MsoNormal">- Você era um nerd!</p>
<p class="MsoNormal">- Eu? Eu era um babacão!</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Reconstituímos a trama e as guinadas de cada um em 43 anos de vida. Desde a memória vívida da esquina, do cheiro, da cor do céu, da cara com que ele gozador, 43 anos atrás, soltou palavras que foram a gota d´água que faltava depois de ter encontrado Marx e Freud no livro de Erich Fromm.  Que me levaram à primeira ruptura: tornei-me ateu. Música maestro:  “Um velho ateu, um bêbado cantor, poeta, na madrugada, cantava essa canção, seresta. Se eu fosse Deus, a vida até que melhorava, se eu fosse Deus, daria aos que não tem nada”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Chico, meu menino vadio, minhas discussões com Deus&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Tínhamos sonhado juntos, aos 16 anos, o socialismo sionista e a utopia de um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kibbutz">kibbutz </a>urbano em Israel. Descobri 15 anos depois que esse kibbutz existe, na auto-gestão em Mondragon que foi tema de minha dissertação de mestrado. O maior e mais bem sucedido arranjo produtivo local do mundo. E hoje <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arranjo_produtivo_local">arranjos produtivos locais </a>são meu assunto constante. A dissertação não foi acaso, e ontem descobri a semente.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Memória, sinapses, significado, identidade.</p>
<p class="MsoNormal">Nos refletimos um no outro. Eu gestão do conhecimento. Ele gestão de processos. E não precisamos falar do negócio que tinha nos trazido ali. “Vamos nos encontrar, pra falar da gente. Negócios a gente resolve por email”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E saí me perguntando: serão essa liberdade e esse fluxo possíveis na verticalidade de nossas organizações e instituições? Nos diálogos com hora e tempo marcados? Ou esse compartilhamento, em cima do qual qualquer negócio passa azeitado, requer a horizontalidade das redes e a  disposição para dançar nas memórias e desejos? Teria rolado se tivéssemos nos encontrado no lugar e hora planejados, e não na base do “eu vou até aí?” Será que os timesheets, frameworks, modelos, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pmbok">PMBOKs </a>etc., não matam um pouquinho do que nos motiva a trocar e construir juntos?</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A pergunta que sempre ouço nas organizações:  o que fazer aqui para que as pessoas compartilhem o conhecimento? Diria Bob Dylan: “The answer is blowing in the wind”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Disse Milton naqueles anos, e ouvimos de novo nas diretas-já: coração de estudante. Outros dão o nome de capital social, o link que falta entre as teorias de redes sociais e as abordagens tradicionais de  gestão do conhecimento.</p>
<p class="MsoNormal">É isso aí, como disse o Henfil: a gente ainda nem começou&#8230;</p>
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		<title>Gaza: sensemaking e inteligência coletiva</title>
		<link>http://sergiostorch.com/gaza-sensemaking-e-inteligencia-coletiva/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 21:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Storch</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inteligência Coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência societal]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça e paz]]></category>
		<category><![CDATA[Web e ferramentas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[sensemaking]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou&#8221; &#8211; Albert Einstein

Para “unir os pontos” entre meus temas profissionais (especialmente a gestão do conhecimento e a inteligência em rede) e o meu cotidiano, preciso me referir a um tema que volta a ocupar boa parte de minha mente depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>&#8220;Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou&#8221; &#8211; Albert Einstein</em></p></blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Para “unir os pontos”<span> </span>entre meus temas profissionais (especialmente a gestão do conhecimento e a inteligência em rede) e o meu cotidiano, preciso me referir a um tema que volta a ocupar boa parte de minha mente depois de anos de relativo distanciamento: a questão da paz entre israelenses e palestinos. E não posso deixar de usar as lentes que desenvolvi nesses 7 anos (um ciclo, segundo a antroposofia). É como se eu estivesse voltando ao ponto de partida, mas com alguns outros olhares.</p>
<p class="MsoNormal">O instrumental teórico da Gestão do Conhecimento deixa marcas indeléveis. Vamos falar de <a title="sensemaking" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sensemaking" target="_blank">sensemaking</a>.</p>
<p class="MsoNormal"><span id="more-30"></span>“Sensemaking” = construção do sentido. Acho esse conceito indispensável para entender o que a historiadora Barbara Tuchman chamou de marcha da insensatez (em livro com o mesmo nome), ou seja, a marcha para o precipício a que tantos líderes na história conduziram os seus povos (há casos discutidos também no mundo animal, como o <a title="lemmings" href="http://www.google.com/search?ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=navclient&amp;gfns=1&amp;q=lemmings+suicide" target="_blank">suicídio coletivo dos lemingues</a>).</p>
<p class="MsoNormal">O conceito de “sensemaking” vem ganhando espaço desde que o professor Choo, da Universidade de Toronto, produziu o livro que considero o mais importante na área nos últimos 10 anos: <a title="&quot;The Knowing Organization&quot;, de Chun Wei Choo, 1998, trad. Ed. Senac, 2003" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=217448&amp;ST=SR&amp;franq=247263"></a><a title="choo artepaubrasil" href="http://www.paubrasil.com.br/descricao.asp?cod_livro=AA7927" target="_blank">&#8220;The Knowing Organization</a> (no Brasil editado pelo Senac). Choo faz a crítica de abordagens mais tradicionais da gestão do conhecimento que são centradas nas preocupações com o compartilhamento genérico do conhecimento.  Preocupando-se com a inteligência organizacional e não com o compartilhamento como fim em si, ele propõe enxergar o ciclo do conhecimento em três etapas: o sensemaking, a criação de conhecimento, e a tomada de decisão.</p>
<p class="MsoNormal">A primeira é o momento de elaboração coletiva do sentido (sensemaking), em que olhares plurais se juntam para extrair sentido de informações que para alguns, individualmente, não querem dizer muita coisa, mas que em conjunto contribuem para a montagem de um quebra-cabeças de onde emergem significados. Para Choo, são inócuas as iniciativas de gestão do conhecimento que não considerem primeiramente a criação do significado.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Pois bem . Vamos a Gaza, passando por uma parábola contada por Peter Senge  em &#8220;A Quinta Disciplina&#8221;: se jogarmos um sapo na panela de água fervente, ele se estica e pula imediatamente. Seu sistema nervoso é preparado para isso. Mas se o pusermos na água e começarmos com um foguinho lento, ele vai relaxando devagarinho, e vai ficando&#8230; até terminar cozido.</p>
<p class="MsoNormal">A mídia exerce seu papel de nos chamar a atenção para a água escaldante. . Mas poucos se dão conta da água esquentando devagarinho,  quando mais uma família israelense se instala num assentamento na Cisjordânia e mais uma classe de alunos nas escolas do Hamas recebe cartilhas ensinando a Jihad. A água vai esquentando e de repente, bum! O mundo acorda com o som dos bombardeios.</p>
<p class="MsoNormal">Israel precisa defender dos foguetes o 1 milhão de israelenses que estão no raio de seu alcance, mas bombardear Gaza é como enxugar gelo.  No jogo do sapo, morrem palestinos, morrem israelenses, e a força moral da sociedade israelense se corrompe e se destrói ao violar direitos humanos, como havia sido profetizado por sábios como <a title="The Nation - Yeshayahu Leibowitz" href="http://www.thenation.com/doc/20020225/gordon" target="_blank">Yeshayahu Leibowitz </a>ainda em 1967.</p>
<p>Essa história tem um link com minha guinada profissional. Comecei na Web quando, em 2000, fui ativo participante de grupos que militaram pela paz justa entre israelenses e palestinos.  Usei num artigo a metáfora da teoria do cáos, <a title="borboleta que bate asas" href="http://www.asa.org.br/boletim/71/71_comunidades2.htm" target="_blank">da borboleta que bate asas&#8230; </a>Não fosse o aprendizado com os primeiros e-groups que criei naquela época, eu não estaria hoje fazendo projetos de portais 2.0 com comunidades de prática e redes sociais. Foi no calor das batalhas virtuais e campais do movimento pacifista que eu tive as primeiras lições sobre as possibilidades e armadilhas dessa mídia (e também aprendi na carne o quanto  as novas mídias requerem novas habilidades para o diálogo, que muitas vezes sucumbe mesmo entre pacifistas, que nem sempre primam pela humildade e serenidade verbal).</p>
<p>A pressão profissional fez que eu me distanciasse. Bem, estou voltando&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">A roda viva do tempo deu uma volta, e estamos na Web 2.0. Agora habemus blogs, o que facilita bastante as coisas. Não mais longas reuniões para aprovar uma ação: podemos fazer isso no Ning, e cada um pode escrever o que pensa em seu blog, e os demais podem ir linkando através de blogrolls e trackbacks. Nesses 8 anos as redes sociais já cutucaram a OMC em Seattle, derrubaram um governo filipino, e permitem que nós brasileiros, campeões do Orkut, possamos vir a desempenhar um papel na paz global, fazendo a ponte entre israelenses e palestinos através do samba e do futebol, sem esperar pelas lideranças oficiais das comunidades étnicas, que têm rabo preso na lealdade a velhos dogmas e crenças paralisantes.</p>
<p class="MsoNormal">Ao ver de novo o filme das atitudes maniqueístas dos partidários de um e outro lado,  penso sempre no sapo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-medium wp-image-31" title="boiling-frog" src="http://sergiostorch.com/wp-content/arquivos/boiling-frog-300x264.jpg" alt="boiling-frog" width="300" height="264" /></p>
<p class="MsoNormal">Acredito que o Hamas cresce porque os palestinos cercados num gueto tendem a se deixar seduzir pelas vertentes mais reacionárias de um islamismo que, apesar do que parece (de novo a mídia), tem suas vertentes modernas e democráticas. A derrota dos extremistas só poderá se dar com o fim da ocupação e a criação de um Estado Palestino democrático, que só será possível se Israel for forçado de fora para estancar os assentamentos. De fora para dentro,  porque na lógica da democracia israelense a minoria judaica fundamentalista sempre terá poder desproporcional a seu tamanho (assim se explicam as marchas da insensatez em que maiorias ficam reféns de minorias).  De fora para dentro pois, segundo Einstein, <em>&#8220;Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou&#8221;.</em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E é possível ser diferente:</p>
<p class="MsoNormal">[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=5d_i2F2LlF8[/youtube]</p>
<p class="MsoNormal">Mais um pouquinho de gestão do conhecimento: cognição coletiva. A tragédia de palestinos e israelenses leva o leitor de jornal ou telespectador a questionar sobre como tudo isso veio a acontecer. A dificuldade em suportar o estado de perplexidade conduz a uma saída fácil: apontar um lado culpado. Faz parte da visão reducionista que prevalece na cultura ocidental. Ao julgar, depositamos a culpa em alguém, o que nos alivia bastante pois o mal está no outro e não em nós.</p>
<p class="MsoNormal">Mas ao pensar dessa forma esquecemos um antigo questionamento filosófico: quem veio antes, o ovo ou a galinha? Os que vão às ruas “em defesa de Israel” talvez saibam a resposta: foi o ovo. E os que protestam unilateralmente contra o massacre de palestinos talvez estejam seguros de que a galinha veio antes.</p>
<p class="MsoNormal">Sobre o enigma ovo-e-galinha de Gaza-Palestina-Oriente Médio, eu apenas sei que é um ciclo que começou há muito tempo e que continuará por muitos anos. E não sei, mas acredito, que seja possível construir opções de convivência e felicidade para os destinos desses dois povos.</p>
<p class="MsoNormal">Se tenho alguma crença forte, é a de que situações ovo-e-galinha que não apontam saída só podem ser superadas quando indivíduos (especialmente lideranças) se dêem conta do quanto as pequenas complacências do dia-a-dia com o pensamento grupal são atos que reforçam o impasse em vez de ajudar as saídas, que só existem a partir da coragem individual para superar a comodidade do maria-vai-com-as-outras . O <a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2009/01/um-ano-novo-feliz-e-desconfiado.html" target="_blank">Contardo Calligaris aponta isso nos comentários que fez sobre o filme &#8220;Um Homem Bom&#8221;. </a>Não deixe de ver o filme e ler o artigo.</p>
<p class="MsoNormal">Vejam este <a title="Blog Gaza-Sderot" href="http://gaza-sderot.blogspot.com/" target="_blank">blog de um palestino de Gaza e um israelense de Sderot. </a>Inimigos?</p>
<p class="MsoNormal">Modelo mental:  a aparente oposição entre israelenses e palestinos pode ser vista de outra forma. Há uma oposição que existe em ambos os lados, entre aqueles que acreditam e lutam por uma solução de paz e dignidade, e aqueles que só acreditam e lutam por soluções de força. Entre aqueles que pensam numa escala de tempo mais longa no passado e no futuro, e os outros cuja perspectiva temporal é mais curta.</p>
<p class="MsoNormal">Estes últimos fariam bem em ter em mente os dois mapas abaixo, nos quais as posições de Davi e Golias se invertem. Não medi, mas me parece que Gaza está para Israel assim como Israel está para o Oriente Médio inclusive o Irã.</p>
<p class="MsoNormal">Quem é Davi e quem é Golias?</p>
<p class="MsoNormal"><img class="alignnone size-full wp-image-38" title="israel-e-faixa-de-gaza1" src="http://sergiostorch.com/wp-content/arquivos/israel-e-faixa-de-gaza1.gif" alt="israel-e-faixa-de-gaza1" width="512" height="300" /></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Então veja agora este mapa. Quem é Davi e quem é Golias agora?</p>
<p class="MsoNormal"><img class="aligncenter size-medium wp-image-39" title="israel-e-oriente-medio1" src="http://sergiostorch.com/wp-content/arquivos/israel-e-oriente-medio1-300x260.gif" alt="israel-e-oriente-medio1" width="300" height="260" /></p>
<p class="MsoNormal">Agora vamos ver na perspectiva temporal.</p>
<p class="MsoNormal">O ovo ou a galinha? Se olharmos para o início do bombardeio, a culpa é dos israelenses. Sataniza-se Israel, como fez o comunicado oficial do PT de Valter Pomar e Ricardo Berzoini  equiparando Israel e nazismo (foram <a title="carta dos militantes do PT" href="http://www.pazagora.org/detailartigo.cfm?IdArtigo=1287" target="_blank">contestados por 36 intelectuais do PT</a>, mas o estrago já foi feito, embora vamos convir que é o menor dos estragos nesta história de horror). Mas se olharmos para os mísseis Qassam disparados contra Sderot, foram os palestinos que começaram. Sim, mas e o bloqueio econômico? Ah, então foram os israelenses. Ah, mas peraí, e o cerco a Israel na guerra dos 6 dias? E assim vamos retrocedendo no tempo até o massacre cometido contra judeus em Hebron em 1927, por uma turba de palestinos liderada pelo mufti de Jerusalem que anos depois desfilou em parada em Berlim ao lado de quem? Hitler. Ou retrocedemos mais ainda até Sansão e Dalila (foi em Gaza&#8230;).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Diante desse relativismo de perspectiva temporal, o posicionamento através da culpabilização de qualquer um dos lados e de palavras de ordem simplistas é um desserviço à cidadania global. Mas vamos reconhecer que faz parte de nosso modelo mental o paradigma da culpa e castigo, associado ao moralismo ocidental e à idéia implícita de que há alguém no topo de alguma hierarquia (seja a ONU, seja Deus) que de alguma forma fará justiça. Ou seja, culpabilização tem algo a ver com o pensamento hierárquico: ao culpabilizar estamos invocando inconscientemente um poder maior que aplique a punição. Daí a apoiar o oportunismo-populismo de Hugo Chavez é um passo&#8230;</p>
<p class="MsoNormal">Um amigo, Leandro Cianconi, estudioso de Governo 2.0, também lança luz sobre esse conflito do ponto de vista da <a href="http://cianconi.com/leandro/governo/a-guerra-da-descentralizacao/" target="_blank">superioridade das organizações em rede. </a> Vale a pena ler.</p>
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<p class="MsoNormal">Isso tudo já é bastante complicado, e estamos olhando somente pelo espelho retrovisor. Vamos então olhar “de volta ao futuro”.</p>
<p class="MsoNormal">França e Alemanha se reconciliaram depois de séculos de conflitos. Idem católicos e protestantes na Irlanda do Norte.</p>
<p class="MsoNormal">A grande parcela de palestinos e israelenses que deu base social para as negociações de <a title="Acordos de TABA" href="http://www.palestinefacts.org/pf_1991to_now_alaqsa_taba.php  " target="_blank">TABA</a> e a <a title="Iniciativa de Genebra" href="http://www.espacoacademico.com.br/045/45ip_storch.htm" target="_blank">Iniciativa de Genebra</a> precisam de um empurrãozinho de fora para dentro.</p>
<p class="MsoNormal">Faço a seguinte reflexão, que espero modestamente que chegue ao ministro Celso Amorim e a lideranças de nossas empresas e de nossa sociedade civil.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>a)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;A guerra de comunicação entre os dois lados é desperdício de enegia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>b)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;há um futuro pela frente.  O que cada uma das partes pode oferecer como presente para seus filhos e netos?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>c)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;é preciso desviar a atenção que a mídia atrai para a destruição, e focalizar as possibilidades da reconstrução.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>d)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;O Brasil tem um papel nisso, por ser uma marca querida tanto por palestinos quanto israelenses. Não só pela tradição de harmonia (que afinal não é tudo isso, que o digam os nossos afrobrasileiros, que têm alguns séculos de escravatura a nos lembrar), mas pela imagética ligada à alegria, como a música, o futebol etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>e)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;As empresas brasileiras certamente terão interesse também num projeto de reconstrução. Pensando com a frieza de investidores de mercado, a Palestina é um ativo barato para se conquistar os mercados do Oriente Médio, e não deverão faltar recursos para montar uma Casa do Brasil em Gaza, e outras em Tel Aviv, Ramallah, Jerusalém, Belém etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>f)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>os experts brasileiros em Web 2.0 (que temos muitos) terão enorme satisfação em criar ambientes de redes sociais que tirem os palestinos do gueto no qual o fundamentalismo islâmico é a influência dominante. Que os jovens palestinos e israelenses se conectem a nós em redes sociais de futebol, samba, de Doutores da Alegria, de Médicos sem Fronteiras, e de estudo da História em que convivam as narrativas israelense e palestina do conflito. Temos também pedagogos e psicólogos competentes para lidar com traumas de guerra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;">&lt;!&#8211;[if !supportLists]&#8211;&gt;<span>g)<span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none;"> </span></span>&lt;!&#8211;[endif]&#8211;&gt;O Brasil não estará sozinho nisso, mas pode estar na linha de frente da iniciativa, à qual se seguirá a França de Sarkozy, os Estados Unidos de Obama etc. Não precisamos esperar termos o nosso assento no Conselho de Segurança. No mundo deshierarquizado pela tecnologia, podemos construir o nosso assento de forma bottom-up, a partir de nossos empresários, jovens e profissionais liberais.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Espero que lideranças das comunidades brasileiras de judeus e palestinos saibam olhar além da fumaça, e passem a defender seus respectivos povos de forma construtiva e não mais defensiva. Vamos fazer coro a <a title="Barenboim" href="http://www.pazagora.org/detailartigo.cfm?IdArtigo=1270" target="_blank">Daniel Barenboim </a>e (z´l) Edward Said, pais da Sinfônica Jovem de israelenses e palestinos, e aos blogueiros de Gaza-Sderot, em vez de sermos auto-complacentes com o discurso da culpa do outro.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Vamos nós no Brasil unir os pontinhos e construir o significado dessas oportunidades, que nos abrem as portas para a aprendizagem societal em nível global.</p>
<p class="MsoNormal">Comecei com Einstein, e concluo com John Lennon:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">You may say I´m a dreamer&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">But I´m not the only one…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">I hope some day you join us…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">And the world will be as one…</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">(caso vc queira se manter bem informado com a visão do campo da paz de ambos os lados palestino e israelense, assine </span><span lang="EN-US">os boletins dos <a href="http://www.pazagora.org" target="_blank">Amigos Brasileiros do Paz Agora)</a>, ).</span></p>
<p class="MsoNormal">
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